Com inflação acima de 50% e popularidade no chão, Fernández congela preços de alimentos e combustíveis na Argentina

Em meio ao enfrentamento da pandemia da Covid-19, com uma política focada no intervencionismo estatal defendido e pratico pelo presidente Alberto Fernández, a Argentina viu a inflação oficial disparar nos últimos meses, o que tem se refletido no preço de alimentos e produtos de consumo básicos.

Os últimos dados oficiais disponíveis no país vizinho apontam que a inflação aumentou 52,5% no mês de  setembro em relação ao mesmo mês em 2020. Além disso, a alta acumulou um elevação de 37% nos primeiros nove meses de 2021, não cedendo mesmo com as políticas de intervenção.

Fernández resolveu estender o congelamento de alimentos por mais três meses, alcançando mais de 1.400 produtos, que serão vendidos por valores no patamar de 1º de outubro, como medida para conter a crise. O valor dos combustíveis também segue congelado por lá.

A crise atinge a popularidade do presidente de forma acachapante. Em setembro, o presidente e sua companheira Cristina Kirchner levaram uma surra eleitoral nas Primárias para eleger os candidatos que disputarão vagas na Câmara e no Senado nas eleições legislativas do próximo dia 14 de novembro. Eles foram derrotados em 18 distritos e venceram apenas 6.

A insatisfação dos argentinos é grande com a deterioração da economia e com o empobrecimento do país. Em abril deste ano, o Valor Econômico publicou reportagem apontando que a crise econômica do país levou milhões de pessoas para a pobreza, que em abril já atingia mais de 42% da população do país.

Amigo e admirador do ex-presidente Lula, Alberto Fernandez fez uma publicação nas redes sociais pedindo a soltura do petista, no dia em que venceu as eleições argentinas, em setembro de 2019. Na época, Lula ainda estava preso em decorrência das condenações da Operação Lava-Jato.

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