Exclusivo: mais de 300 colaboradores acusam de ‘calote’ organizadora do concurso da Procuradoria Geral da Paraíba

Cerca de 300 colaboradores que trabalharam no concurso da Procuradoria Geral do Estado da Paraíba (PGE-PB) acusam de ‘calote’ o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), responsável pelo certame.

Eles atuaram nas provas organizadas pela banca, nas funções de fiscal de sala e fiscal de Direito, mas um mês depois da aplicação das provas, ainda não receberam os valores referentes aos trabalhos prestados para a empresa. Segundo o contrato, o pagamento cairia nas contas cadastradas até o 15º dia útil após o concurso, ou seja, dia 27 de setembro.

A Cebraspe também tem sido acusada de aplicar supostos golpes em concursos da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), da Procuradoria-Geral do DF (PGDF) e da Olimpíada de Matemática. Os trabalhadores paraibanos tentaram entrar em contato com a empresa, mas sem sucesso.

A reportagem do Agenda Política recebeu a cópia de um dos e-mails enviados para a empresa. Nele, um fiscal de sala afirma que “vai tomar as medidas legais de cobrança e execução de contrato com as devidas correções e multa por atraso”. O e-mail não foi respondido até o fechamento desta reportagem. (LEIA ABAIXO).

Os fiscais também reclamam de falta de apoio para a aplicação do certame, como espaço de tempo adequado para refeições. Eles vão se juntar em uma ação coletiva no Ministério Público contra a Cebraspe. “Estamos nos articulando, via grupo, para acionarmos o Ministério Público com uma ação coletiva. Todo mundo trabalhou direitinho, o dia inteiro, e na hora de receber eles nos dão calote? É imoral”, disse outro fiscal.

A empresa é a mesma que vai cuidar do concurso da Polícia Civil da Paraíba. As provas serão realizadas nos dias 9 e 16 de janeiro de 2022

CONFIRA O E-MAIL ENVIADO À CEBRASPE.

OUTRO LADO

A empresa não atendeu as ligações da reportagem. A Procuradoria Geral do Estado disse que não foi informada sobre o suposto calote e que é a empresa quem deve responder sobre as acusações dos trabalhadores.

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3 Responses

  1. Michelle disse:

    Lastimável… Tivemos que chegar às 05h da manhã no local de prova, saímos às 20h… Se aceitamos fiscalizar é pq precisávamos do valor que ficou acordado

  2. Rosa disse:

    Tivemos que chegar na UFPB de 5h da manhã, trabalhamos o dia inteiro, recebemos só uma quentinha no almoço e mais nada. Nem intervalo para almoçar nós tivemos. Era candidato entregando a prova e fila se formando para os candidatos da tarde entrar. Faltou agua no prédio, banheiros sujos e sem papel higiênico, salas sem nenhum ventilador, calor insuportável! Candidatos de outros estados passando mal do calor. Nem água de boa procedência tínhamos para beber, agua quente e com gosto estranho para encher as garrafinhas. Não deixaram vendedores entrarem na UFPB…mas desempenhamos nosso papel, fizemos o nosso melhor mesmo passando por isso. E no momento de receber pelo nosso serviço prestado, não nos dão satisfação alguma!

  3. George disse:

    Sou colaborador e trabalhei no concurso da PGE/PB já fez um mês do concurso realizado e ainda não me pagaram o trabalho que exerci na função de fiscal volante. Um absurdo e falta de compromisso.

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