OPINIÃO: cem dias, sem rumo, sem futuro

Publicado por: Felipe Nunes em

Nos cem dias de gestão do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a sensação é de que o Governo Federal está sem rumo. Não se trata de uma torcida contra, como fazem aqueles do time do quanto pior, melhor; afinal, estamos todos no mesmo barco chamado Brasil.

Os fatos é que falam por si. Se durante as eleições o atual presidente não foi capaz de apresentar à população qual seria sua política econômica em caso de vitória, 100 dias depois de eleito ele ainda não teve pulso para apresentar o arcabouço fiscal que vai ditar as regras das contas públicas pelos próximos quatro anos.

Os indicadores do desemprego, que estavam em queda até o trimestre terminado em dezembro, voltaram a aumentar em meio às incertezas de um governo que não apresenta uma medida efetiva para a desburocratização do mercado de trabalho. Pelo contrário, há ameaças de intervenção estatal.

Sem falar no aumento do número de ministérios para 37, sem uma política de corte de despesas, o novo governo conseguiu, através de ação judicial de partido aliado, flexibilizar a Lei das Estatais, para facilitar a indicação de apadrinhados políticos em empresas públicas. O passado é um assombro.

Além disso, namora com o retrocesso ao suspender o novo ensino médio e ao alterar o Marco do Saneamento, flexibilizando regras vistas como importantes para o avanço do setor. A maior marca do novo governo, aliás, está registrada nesses 100 dias: um recorde no desmatamento no Cerrado e um aumento no desmatamento da Amazônia. Ainda não mostrou para que veio no Meio Ambiente.

Por fim, o novo governo ainda não conseguiu “unir o país”, como prometeu. Pelo contrário, tem reiterado ataques a adversários, a exemplo do ex-juiz e atual senador, Sérgio Moro (União), acusado por Lula de armação no caso das ameaças do PCC. 

Lula ainda não conseguiu nem formar base de apoio no Congresso Nacional, nem mesmo com a distribuição de cargos e de emendas parlamentares. Tudo isso em decorrência da fragilidade de sua articulação política. Mostra-se um governo sem rumo, sem futuro, até o momento.

Para não dizer que não falei das flores, o Governo Federal vem inaugurando algumas obras iniciadas na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que é um sinal positivo. Essa, aliás, foi a primeira agenda de Lula na Paraíba. Que o novo Capitão do barco chamado Brasil encontre a bússola rumo ao outro lado da margem que todos almejamos.

Agenda Política

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