
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuou para que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do Supremo Tribunal Federal, (STF) Edson Fachin, comparecessem ao Desfile do Sete de Setembro. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), já era aguardado no evento.
Segundo relatos à CNN, Lula fez questão de reforçar os convites institucionais a ambos e defendeu que a participação era necessária em um momento de crise no Poder Judiciário brasileiro. Em conversas reservadas, Lula teria salientado que era o momento de mostrar que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário estão em diálogo e buscam, em conjunto, uma saída para o imbróglio institucional.
Com o embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, Fachin chegou a ter dúvidas sobre comparecer, segundo integrantes da Suprema Corte. O magistrado, porém, avaliou que a presença seria um sinal importante.
Em 2022, quando Jair Bolsonaro disputava a reeleição, os então presidentes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal não compareceram ao desfile cívico. O receio era de que o então presidente fizesse crítica pública ao Poder Judiciário.
Lula, aliás, foi orientado por assessores próximos a tratar sobre a crise política apenas com Fachin, para dar um significado institucional, evitando tomar partido para Moraes ou Mendonça.
A presença de Alcolumbre também foi celebrada pelo petista por motivação eleitoral. O senador ainda não anunciou apoio público à reeleição do petista, mas o presidente acredita que um aceno pode ser feito em um eventual segundo turno.
Polêmica Paraíba com CNN
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