Desemprego cai para 9,3% no segundo trimestre, menor taxa desde 2015

taxa de desocupação (9,3%) do trimestre móvel de abril a junho de 2022 recuou 1,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de janeiro a março de 2022 (11,1%) e 4,9 p.p. ante mesmo período de 2021 (14,2%), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em junho desde 2015 (8,4%). A população desocupada (10,1 milhões de pessoas) recuou 15,6% (menos 1,9 milhão de pessoas desocupadas) frente ao trimestre anterior e 32,0% (menos 4,8 milhões de pessoas) na comparação anual.

contingente de pessoas ocupadas (98,3 milhões) foi recorde da série iniciada em 2012, com alta de 3,1% (mais 3,0 milhões) ante o trimestre anterior e de 9,9% (mais 8,9 milhões) ante o mesmo período de 2021. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 56,8%, foi o mais alto para um trimestre encerrado em junho desde 2015 (57,4%), subindo 1,6 p.p. no trimestre e 4,7 p.p. no ano.

taxa composta de subutilização (21,2%) foi a menor desde 2016 (20,9%), caindo 2,0 p.p. no trimestre e 7,3 p.p. no ano. A população subutilizada (24,7 milhões de pessoas) caiu 7,7% (menos 2,1 milhões) no trimestre e 24,1% (menos 7,9 milhões) no ano.

população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (6,6 milhões) ficou estável ante o trimestre anterior e caiu 14,1% (menos 1,1 milhão de pessoas) no ano.

população fora da força de trabalho (64,7 milhões de pessoas) caiu 1,1% ante o trimestre anterior (menos 735 mil) e 3,8% (menos 2,6 milhões) na comparação anual.

população desalentada (4,3 milhões de pessoas) caiu 7,1% em relação ao trimestre anterior (menos 328 mil pessoas) e 22,5% (menos 1,2 milhão de pessoas) na comparação anual. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (3,8%) caiu 0,3 p.p. frente ao trimestre anterior e 1,2 p.p. frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 35,8 milhões, subindo 2,6% (908 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 11,5% (mais 3,7 milhões de pessoas) na comparação anual.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,0 milhões de pessoas) foi o maior da série. Esse contingente cresceu 6,8% em relação ao trimestre anterior (mais 827 mil pessoas) e 23,0% (2,4 milhões de pessoas) no ano.

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