BBC Brasil: mulheres evangélicas e negras podem decidir eleição no Brasil

A pastora Raquel Prado roda o Brasil defendendo que a igreja tenha maior influência na política e diz que vai repetir o voto em Bolsonaro / Foto: reprodução BBC Brasil

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil, em reportagem publicada esta semana, apontam que são as mulheres evangélicas, em sua maioria de baixa renda, pretas e pardas, poderão definir quem vai presidir o Brasil a partir de 2023. Elas representam quase 60% dos evangélicos no Brasil, segundo o levantamento.

“Eu não tenho dúvida de que as evangélicas negras vão decidir essas eleições”, diz a antropóloga Jacqueline Teixeira, professora da Universidade de São Paulo e autora de livros e artigos sobre crescimento evangélico no Brasil.

Para entender o que busca esse eleitorado, a BBC News Brasil viajou para Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia e conversou com evangélicas que pretendem repetir neste ano o voto em Bolsonaro em 2018 e outras que mudaram de opinião.

De acordo com a reportagem, os homens evangélicos mantém o mesmo apoio que depositaram a Jair Bolsonaro (PL) em 2018, enquanto as mulheres estariam ‘divididas’. O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), estaria recuperando ‘terreno’ entre elas, isto é, parte de um apoio que segundo a reportagem teria migrado para Lula da Silva (PT) por causa da crise provocada pela pandemia da Covid-19.

Nas entrevistas, algumas questões chamaram a atenção: a conexão com candidatos que falem em “proteção da família”, a decepção com a gestão da pandemia, o medo de perda de controle sobre o que filhos aprendem na escola e a demanda por medidas nas áreas de saúde, educação e segurança.

“Os cristão estavam mudos. Agora, estão se levantando. Precisamos nos posicionar na política, porque a família está sendo ameaçada.” Essa é a visão da pastora Raquel Prado, de 40 anos, que roda o Brasil pregando para milhares de pessoas. Ela é uma das mulheres negras que votaram em Jair Bolsonaro e que repetirão o voto em 2022.

Leia a reportagem na íntegra clicando aqui.

Informações da BBC Brasil

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