
O secretário de Gestão Governamental da Prefeitura de João Pessoa, Rouger Guerra, divulgou nota na manhã desta terça-feira (14) após ser alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suposta ligação do Poder Público de Cabedelo com facções criminosas.
A medida foi autorizada pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba. Em nota enviada à imprensa, Rouger Guerra afirmou ter sido surpreendido pela ação e negou qualquer envolvimento com os fatos investigados. Segundo ele, o processo tramita em segredo de Justiça, o que o impede de ter acesso aos detalhes.
Nota
Na manhã desta terça-feira (14), fui surpreendido por uma ação da Polícia Federal no âmbito de investigação relacionada à cidade de Cabedelo.
Esclareço, de forma categórica, que não tenho qualquer envolvimento com os fatos investigados, tampouco mantive qualquer relação com as situações apuradas.
Trata-se de um processo que tramita em segredo de justiça, razão pela qual não tenho conhecimento sobre os detalhes do seu conteúdo. Ainda assim, reafirmo minha absoluta tranquilidade quanto à minha conduta e à correção de todos os meus atos ao longo da vida pública.
Com o objetivo de preservar o pleno funcionamento da administração municipal e evitar qualquer prejuízo às atividades da Prefeitura de João Pessoa, coloco meu cargo de chefe de Gabinete à disposição do prefeito Leo Bezerra.
Confio plenamente na Justiça e estou certo de que, no curso do processo, ficará comprovada a minha inocência e ausência de relação com este caso.
Operação Cítrico
A Operação Cítrico resultou no afastamento do prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto, além de outros servidores públicos. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. A ação é realizada em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e Controladoria-Geral da União.
As investigações apontam para um suposto esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de organização criminosa. Conforme a PF, empresas fornecedoras de mão de obra ligadas à facção “Tropa do Amigão”, associada ao “Comando Vermelho”, teriam sido contratadas de forma irregular, com infiltração de integrantes na estrutura da Prefeitura de Cabedelo e uso de contratos administrativos para manutenção de influência e poder.
O post Após negar envolvimento na Operação Cítrico, Rouger Guerra coloca cargo à disposição e Leo Bezerra aceita demissão apareceu primeiro em Polêmica Paraíba.

