Projeto que proíbe linguagem neutra em João Pessoa é ‘inócuo’ e ‘preconceituoso’, afirma vereador do PT; Ouça

O vereador Marcos Henriques (PT) disse nesta quinta-feira (11), que o o PLO 2284/2020, aprovado na Câmara Municipal de João Pessoa com o objetivo de proibir a chamada ‘linguagem neutra’ nas escolas e nos espaços públicos da Capital, é inócuo e preconceituoso.

A proposta, de autoria da vereadora Eliza Virgínia (PP), institui o 5 de maio como ‘Dia Municipal de Valorização da Língua Portuguesa’ e promove atividades de incentivo ao estudo da língua portuguesa de forma lúdica, fomento a clubes de leitura; feiras e projetos literários.

De acordo com o documento, fica expressamente proibida a denominada ‘linguagem neutra’ na grade curricular e no material didático de instituições de ensino públicos ou privados, assim como em editais de concursos públicos, documentos, comunicação e publicidade oficiais do município.

Em resposta ao blog, o vereador Marcos Henriques disse que a proposta não tem aplicação na prática, já que segundo ele a linguagem neutra não estaria sendo implementada nas escolas da Capital. O parlamentar disse que a proposta ignora temas que ele considera ‘mais urgentes’ no atual contexto político do país.

“Na minha opinião, é um projeto que nasceu do preconceito, nasceu da homofobia, pois não existe nenhum debate de colocar a linguagem neutra na gramática. Estamos deixando de discutir as grandes questões de João Pessoa, para colocar na sociedade um discurso indenitário, preconceito, para desfocar os reais problemas da sociedade”, avaliou.

O texto aprovado ainda estipula o que se entende por ‘linguagem neutra’: toda e qualquer forma de modificação do uso da norma culta da Língua Portuguesa e seu conjunto de padrões linguísticos, sejam escritos ou falados com a intenção de anular as diferenças de pronomes de tratamento masculinos e femininos baseando-se em infinitas possibilidades de gêneros não existentes.

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