Bolsonaro é denunciado no STF por dizer que ‘Joãozinho seja Joãozinho’

A vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, no exercício da Presidência, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) notícia-crime apresentada pela vereadora de esquerda do Município de São Paulo Erika Santos (PSOL-SP) contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), pela suposta prática do crime de homotransfobia durante culto da Assembleia de Deus.

Na Petição (PET) 10470, a vereadora de esquerda narra que na quarta-feira (13), ao participar da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus (Comadesma) em Imperatriz (MA), o presidente proferiu discurso de cunho homofóbico e transfóbico, na visão dela, ao apontar com suposto “desdém e desrespeito” a existência de pessoas com orientação sexual e identidade de gênero distintas do padrão heteronormativo.

Na ocasião, se dirigindo a membros evangélicos da Assembleia de Deus, que creem na Bíblia Sagrada, o presidente disse: “O que nós queremos é que o Joãozinho seja Joãozinho a vida toda. A Mariazinha seja Maria a vida toda, que constituam família, que seu caráter não seja deturpado em sala de aula.”, considerou. A declaração repercutiu nas redes sociais e foi criticada pela esquerda.

De acordo com o STF, a remessa da notícia-crime à PGR faz parte do trâmite processual normal.

Agenda Política com informações do STF

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