
Embora o preservativo externo seja amplamente conhecido, poucas pessoas sabem que existe também o preservativo interno, que pode ser utilizado durante o sexo anal. A possibilidade é descrita pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já que o produto funciona como uma barreira entre o pênis e a mucosa do canal anal e do reto.
Apesar de ser uma alternativa de proteção, especialistas destacam que ainda existem menos estudos específicos sobre a eficácia do preservativo interno na prevenção do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) durante o sexo anal, quando comparado ao preservativo externo.
Como utilizar o preservativo interno
Para aumentar a segurança durante a relação sexual, algumas recomendações devem ser observadas:
- Leia as instruções da embalagem e verifique a validade e a integridade do preservativo antes do uso.
- Posicione o preservativo corretamente, sem deixá-lo torcido, mantendo a parte externa para fora do ânus.
- Durante a penetração, é importante conduzir o pênis para dentro da abertura do preservativo. Caso o órgão passe por fora da bolsa, a proteção fica comprometida.
- Utilize lubrificante em quantidade adequada para reduzir o atrito e diminuir as chances de deslocamento ou rompimento.
- Nunca use o preservativo interno ao mesmo tempo que um preservativo externo.
Usar dois preservativos não aumenta a proteção
Um erro comum é acreditar que a utilização simultânea de dois preservativos aumenta a segurança. Na prática, a recomendação é evitar essa combinação.
O atrito entre o preservativo interno e o externo pode provocar deslocamento ou rompimento das barreiras, comprometendo a proteção durante a relação sexual. Por isso, deve-se escolher um dos modelos e utilizá-lo corretamente.
Cuidados com a região anal
A mucosa anal é sensível e pode apresentar escoriações e pequenas fissuras durante a relação sexual, especialmente quando há atrito excessivo. Além de causar dor e desconforto, essas lesões podem comprometer a barreira natural de proteção do organismo e aumentar a vulnerabilidade à transmissão de ISTs, incluindo o HIV.
O uso adequado de preservativo e lubrificante ajuda a reduzir o atrito e contribui para uma prática sexual mais segura.
O que fazer em caso de rompimento ou falha
Em situações como rompimento, vazamento, deslocamento do preservativo ou relação sexual sem proteção, especialistas recomendam procurar um serviço de saúde o quanto antes.
No Brasil, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) pode ser indicada em determinadas situações de exposição ao HIV. O tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível e, obrigatoriamente, em até 72 horas após a exposição.
O atendimento também pode avaliar a necessidade de testes para outras ISTs e verificar a situação vacinal, incluindo a proteção contra hepatites e HPV.
A prevenção continua sendo uma das principais formas de reduzir o risco de ISTs. Além do uso correto dos preservativos, acompanhamento de saúde, testagem periódica e vacinação, quando indicada, fazem parte dos cuidados para uma vida sexual mais segura.
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