Morderam o fruto proibido em Campina Grande – por Italo Wallenberg

OPINIÃO*

A notícia mais relevante da sexta-feira (28) na política paraibana é: ROMERO RODRIGUES ANUNCIA APOIO A PEDRO CUNHA LIMA PARA GOVERNADOR. A manchete vai de encontro ao que garbosos comentaristas, cheios de aforismos ao analisar os acontecimentos, acreditavam que iria acontecer. Li, inclusive, palavras de um redator aparentemente chateado que, colocando em dúvida a capacidade intelectual do leitor, questionava-o no título se “está claro ou precisa desenhar?” o movimento entre João e Romero.

Usaram “O Paraíso de Eva” como analogia para a construção do cenário de apoio ao Governo do Estado articulado pela Secretária Executiva de Articulação Política, Eva Gouveia. Insistiram em exaltar o iminente apoio do ex-prefeito Romero Rodrigues ao governador João Azevedo e, em alguns casos, tinha até torcida para acontecer logo. Erraram na leitura do cenário, mas acertaram na história do personagem.

Lá em Genesis – o livro e não a banda, herege! – aponta que Eva foi responsável por oferecer o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal para Adão, após ser instigada pela Serpente. O fruto da Árvore do Conhecimento simboliza o poder. Toda imperfeição, sofrimento e maldade do homem nasceu a partir do desejo pelo poder, segundo a doutrina do Pecado Original, na visão do filósofo Santo Agostinho. No fim, Adão e Eva foram expulsos do Paraíso.

Fica a pergunta: e aqueles que comeram o fruto da árvore campinense, serão expulsos do paraíso político local?

*Italo Wallenberg é jornalista em Campina Grande

 

**O texto não reflete necessariamente a opinião do blog Agenda Política

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