Lula: ‘Bolsonaro não gosta de gente, gosta de policial’

Parece que o ex-presidente Lula, pré-candidato a voltar à Presidência da República, está mesmo disposto a ser o principal cabo eleitoral do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), seu maior rival. Neste sábado (30), ao tecer críticas ao atual chefe do Poder Executivo, o petista disse que o presidente “não gosta de gente, gosta de policial”.

A fala do petista viralizou nas redes sociais, tendo sido alvo de muitas críticas, principalmente no círculo que já apoia Bolsonaro e entre os policiais. Primeiro, porque a declaração de Lula deixa nas entrelinhas a crença de que, para ele, policial não é gente. Segundo, porque parece ser mais uma opinião negacionista em relação ao crime que assola o país.

Segundo Lula, “Bolsonaro não tem sentimento, ele não gosta de gente, ele gosta de policial. Ele não gosta de livro, ou estaria distribuindo nas escolas. Ele gosta de arma. Ele gosta de distribuir armas, de abrir escolas de tiro ao alvo. Ele gosta de facilitar o consumo de rifles e de pistolas. Quando na verdade o povo brasileiro não está precisando de armas, está precisando de paz. Está precisando de livro, de escola, de viver um clima de amor, de harmonia, de afeto”.

O ex-presidente parece que está descolado da realidade. Os brasileiros convivem diariamente com assaltos, homicídios, tráfico de drogas e roubos. O crime é um problema crônico no Brasil. Mas já foi pior. Quando o PT governava o Brasil, tínhamos uma taxa de homicídio que chegava a 60 mil por ano. Esse número vem caindo ano a ano, desde que Dilma Rousseff deixou o governo.

As apreensões de drogas batem recordes e mais recordes. As facções criminosas foram separadas nos presídios. As estatísticas também apontam para uma redução no número de outros tipos de roubos e crimes violentos. Ainda é pouco, mas as curvas estão decrescendo. É preciso fazer mais, sim, sem retroceder.

O ex-presidente fala em educação, mas sua administração, além de não ter fornecido uma boa educação de base aos brasileiros, sobretudo às crianças, também não resolveu a criminalidade. Fica difícil acreditar no discurso de Lula, sobretudo quando ele coloca  o “policial” em aparente oposição ao conceito de “gente”. É lamentável.

Ademais, para que as coisas comecem a dar certo no país, basta que o chefe da nação não seja simpatizante ao crime. E que os eleitores não relativizem esse tipo de pensamento, sob risco de não ter educação, nem segurança, nem liberdade.

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