
A articulação pela reeleição do paraibano Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados pode aproximar partidos do Centrão do governo do presidente Lula (PT) a partir de 2027. O movimento foi apontado em reportagem do portal Metrópoles publicada nesta sexta-feira (30).
Segundo a publicação, União Brasil, PP e Republicanos, que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, avaliam a relação com o PL e buscam preservar espaço na estrutura de comando do Congresso Nacional.
A reportagem destaca que o apoio eleitoral a Flávio não significa alinhamento automático com o partido no Legislativo. A viagem do senador aos Estados Unidos e a reorganização da oposição também fazem parte do cenário político em Brasília.
Na Câmara, o PT declarou apoio à reeleição de Hugo Motta. Com a adesão da federação formada por PT, PCdoB e PV, o grupo de partidos favoráveis ao presidente da Casa passou a reunir 361 deputados.
A federação, porém, condicionou sua permanência no bloco à não entrada do PL e do Novo. De acordo com o Metrópoles, Motta afirmou que os partidos serão ouvidos antes de qualquer decisão sobre a entrada de novas legendas.
PL busca espaço nas comissões
Apesar de contar com a maior bancada da Câmara, com 121 deputados eleitos, o PL pode enfrentar dificuldades para garantir espaços estratégicos caso fique fora do bloco liderado por Motta.
Entre as comissões consideradas prioritárias para o partido estão a de Constituição e Justiça (CCJ), a de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
Esses colegiados têm papel importante na análise de projetos e na fiscalização das ações do governo federal. Segundo a reportagem, articulações semelhantes também devem ocorrer no Senado em torno da tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

