
A presidente da Federação PSOL-Rede na Paraíba, Cristiana Almeida, afirmou, nesta segunda-feira (20), que a convenção da legenda, marcada para o próximo dia 26, às 10h, na sede da Rede Sustentabilidade, deverá encerrar o impasse sobre a possibilidade de lançamento de uma candidatura própria ao Governo do Estado nas eleições de 2026.
Segundo ela, a definição da data foi tomada durante reunião da federação, mas o principal tema do encontro será a deliberação sobre a estratégia eleitoral da aliança formada por PSOL e Rede.
Cristiana explicou que, desde o fim das eleições municipais de 2024, os dois partidos mantêm diálogo sobre o cenário de 2026 e que o entendimento construído com as direções nacionais foi de que a federação não apresentaria candidato ao Governo da Paraíba.
“Foi acordado em diversas reuniões com a nacional que este ano, em 2026, a Federação PSOL-Rede na Paraíba não iria fazer lançamento para a candidatura majoritária. Isso foi construído. Em fevereiro surgiu uma situação nova, que foi a colocação de Olímpio se colocando para candidato pelo PSOL. Com a legitimidade do partido, nós entendemos que os partidos têm que haver esse diálogo, mas quem vai decidir é a federação”, afirmou.
A dirigente destacou que a composição da executiva da federação favorece a Rede Sustentabilidade, que possui oito dos 12 integrantes, enquanto o PSOL conta com quatro representantes. Segundo ela, a tendência é que prevaleça a posição já construída internamente.
“A Rede faz a convenção no sábado, já tem maioria no partido absoluta para seguir com a reeleição do governador Lucas Ribeiro. Isso aí é fato. Então, a federação, no dia 26, vai ter a sua posição, que com certeza, nacionalmente, vai ser referendada, porque nós construímos isso. Não é algo de imposição, foram construções”, declarou.
A presidente da federação revelou ainda que a possibilidade de uma candidatura de Olímpio Rocha ao Governo já havia sido discutida anteriormente e que o próprio pré-candidato foi informado sobre o entendimento firmado entre as direções estadual e nacional.
“A federação chegou a chamar a atenção do próprio Olímpio Rocha de que poderia não referendar essa sua pré-candidatura ao Governo. Já conversamos diversas vezes com relação a isso e ele sabe de toda a construção que foi feita nacionalmente”, afirmou.
Cristiana acrescentou que, durante as negociações conduzidas pela direção nacional da federação, chegou a ser discutida a possibilidade de o PSOL indicar um nome para disputar o Senado. Entretanto, segundo ela, o partido decidiu apoiar as pré-candidaturas do governador João Azevêdo (PSB) e do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
“Naquele momento, eles pleiteavam lançar uma candidatura majoritária para o Senado. Como o PSOL já decidiu internamente seguir com João Azevêdo e Veneziano, a federação vai cumprir com o que foi acordado e construído desde o início”, concluiu.
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