‘É uma sentença transitada em julgado’: Bruno descarta aliança com João Azevêdo, mas prega ‘harmonia administrativa’ na PB

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), voltou a dizer nesta segunda-feira (08), que não tem a intenção de firmar uma aliança política com o governador João Azevêdo (Cidadania) para as eleições de 2022, embora defenda harmonia administrativa entre as esferas municipal e estadual. “É uma sentença transitada em julgado”, afirmou.

Em entrevista ao programa Frente a Frente, da TV Arapuan, o gestor afirmou que teve divergências de opiniões e ‘momentos tensos’ com o governador em meio à pandemia da Covid-19, e que por iniciativa própria, pediu uma audiência com o Chefe do Poder Executivo Estadual para encontrar um denominador comum no campo administrativo.

“Isso não significa, isso não denota, isso não aponta para uma aliança política. É uma sentença transitada em julgado. Eu particularmente acredito muito que precisamos evoluir enquanto política macro no Estado. Evoluir a um ponto em que opositores convivam de forma harmônica. Que tenham suas diferenças de opinião, mas naquilo que é importante para a cidade, que possam sentar à mesa”, ressaltou.

Na avaliação de Bruno Cunha Lima, a oposição tem condições políticas de disputar as eleições no próximo ano e ainda não descarta a pré-candidatura do ex-prefeito Romero Rodrigues. O prefeito negou que a leitura dele sobre o pleito de 2022 esteja ligada a um projeto político pessoal.

“O respeito institucional não significa dizer aliança política. Na vida, o resumo não é ganhar ou ganhar. Precisamos de fato ter nossas identidades e em nome de uma eleição não podemos perder essa identidade, nossas características que nos fazem plurais dentro da política. Respeito o governador, mas ele fica no lugar dele, e eu fico no meu”, acrescentou.

As declarações do prefeito de Bruno Cunha Lima ocorrem no momento em que os principais líderes da oposição na Paraíba começam a discutir novas estratégias para as eleições do próximo ano. Isso porque o ex-prefeito Romero Rodrigues, tido como o nome do grupo para disputar o Poder Executivo, tem dado sinais claros de que vai abdicar da disputa, cogitando inclusive uma conversa com o governador João Azevêdo.

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