A imprevisibilidade da vida e do jornalismo: uma homenagem ao amigo que partiu

Era um jovem saudável, tinha apenas 26 anos e exercia a função de policial militar no Estado de Pernambuco. A informação sobre o falecimento de Fernando Ferreira, amigo do autor do blog, chegou de forma abrupta e inesperada através de uma amiga em comum, e interrompeu a cobertura que havíamos planejado para esta sexta (07) aqui neste espaço.

A morte chegou sem pedir licença, e dessa vez, de forma avassaladora e impressionante. Fernando praticava esportes, fazia ciclismo, costumava correr, nadar, ganhar medalhas. Era um atleta em constante aperfeiçoamento. Torci, em vão, para que fosse uma fake news a informação de sua partida. Quem poderia imaginar que ele que nos deixaria tão cedo?

Fernando se foi, mas confesso que não consegui escrever qualquer manchete sobre sua partida, nem uma linha sequer de uma nota, tampouco continuar o que já estava na pauta do dia: a política. Redobrei as forças e voltei para esta singela homenagem, algumas horas depois de ir até sua casa, agora ausente de sua presença.

Fernando era um dos melhores amigos da escola. Era bom nas disciplinas de forma geral, mas sobretudo em Biologia, Geografia e Física. Era assim que eu o via. Ele fazia aniversário no dia 21 de junho, um dia depois de mim. No ensino médio, fizemos futsal juntos. Eu parei na segunda temporada, com apenas 17 gols. Ele deve ter feito quase o triplo disso e seguiu praticando outros esportes.

Fernando estava realizando seus sonhos: em 2017, concedeu uma entrevista à TV Cabo Branco sobre concursos públicos, numa pauta produzida por mim. Na época, eu era estagiário, estava na metade do curso de jornalismo, enquanto ele se preparava para o funcionalismo público. Passou em concursos, tornou-se policial, e eu eu tornei-me jornalista e segui na cobertura política.

Devido aos compromissos, passamos a nos falar à distância e com menos frequência, mas nunca perdemos o contato. Em 2018, ele me disse: logo, logo, verei você na TV, o que de fato aconteceu meses depois, na TV Master. Ele também acompanhava meu trabalho no Sistema Arapuan e via as informações aqui no blog.

Jamais imaginei, porém, que meu amigo seria a pauta nesta fatídica sexta-feira (07). E de forma tão trágica. Ele passou mal enquanto praticava um de seus exercícios físicos diários, e não resistiu. Nos falamos pela última vez no dia 31 de dezembro de 2021. Desejamos um ao outro paz e saúde. Não sabíamos que aquela era a sua despedida eterna.

Felipe Nunes

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1 Response

  1. Rayssa Mirlane disse:

    Que tristeza, que Deus te dê o conforto.

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