Mandante e executor são condenados pelo assassinato do ex-prefeito de Bayeux, Expedito Pereira

Considerado o mandante do assassinato do ex-prefeito de Bayeux,  o médico Expedito Pereira, o sobrinho neto do político foi condenado a 20 anos de prisão, na noite desta quinta-feira (07), pelo 1º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa, por homicídio qualificado.

O julgamento terminou por volta de 23h50 e a sentença foi lida pelo juiz Marcos William de Oliveira, após decisão da maioria dos jurados.

José Ricardo Alves deve cumprir a pena inicialmente em regime fechado, em um presídio estadual. Os direitos políticos dele também foram suspensos por determinação da Justiça. Conforme a denúncia apresentada, ele foi acusado de ter arquitetado o crime.

Leon Nascimento dos Santos, acusado de ter sido o executor, foi condenado a 24 anos de prisão, também em regime inicial fechado. Ele confessou que matou o ex-prefeito, segundo ele, a mando de José Ricardo. O outro acusado pelo MP, Gean Carlos da Silva Nascimento, está foragido e não foi julgado neta quinta (07).

O julgamento

Ricardo Pereira, como era mais conhecido, foi ouvido mais uma vez, antes da condenação, nesta quinta-feira (07), e se negou a confessar o crime. Questionado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), ele disse que assinou cheques no nome do ex-prefeito, com o objetivo de adquirir recursos para a campanha eleitoral de 2020, quando foi candidato a vereador apoiado pelo tio.

Ricardo Pereira afirmou, ainda, que entregou os cheques a um agiota com o objetivo de ‘garantir’ um empréstimo de R$ 10 mil. “Eu rubriquei o cheque da conta dele, não estou fugindo do que falei”, confessou. “Não foi para pagar contas ou dívidas, foi para pegar o dinheiro emprestado”, disse.

Expedito Pereira foi assassinado em dezembro de 2020 quando caminhava por uma calçada no bairro de Manaíra, em João Pessoa, onde residia. Conforme as investigações, o crime aconteceu a mando do sobrinho dele, com a ajuda de auxiliares.  “Tenho consciência, não mandei mandar meu tio. Estou sendo vítima de inveja, de ciúmes. Eu sou bode expiatório”, disse antes da condenação.

A audiência

Também foi ouvido antes da decisão, Leon Nascimento dos Santos, o suspeito de ser o ‘executor’ do crime. No depoimento, ele disse que se arrependeu de ter cometido o homicídio e que foi “covarde” ao tirar “a vida de uma pessoa íntegra”.

Leon disse também que cometeu o crime por ter sido “influenciado por amigos”. “Fui covarde, me levei pela influência dos amigos”.  “Caso eu não fizesse isso [o assassinato], a minha vida estava em risco”, reafirmou.

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