Não vamos eleger um presidente, vamos eleger um futuro – por Ciro Nogueira

Que futuro iremos ter? Igual ao passado que conseguimos vencer a duras penas? Hoje parece que o PT foi absolvido de seus 14 anos de poder. Como se a anulação da sentença de Lula tivesse anulado o Mensalão, o Petrolão, as pedaladas, a “pandilmia” (a pandemia econômica que destruiu o Brasil em 2015 e 2016), os “aloprados”. É como se o Brasil não estivesse rachado ao meio em 2014, na eleição com 3 milhões de votos de diferença. Que futuro queremos, afinal?

O futuro do PT parece assustador. É o futuro com todos os erros do passado e, agora, com os erros que, no passado, o PT tentou evitar: o fim da disciplina fiscal, o congelamento dos combustíveis e a destruição da Petrobras, intervenção na economia e populismo. Sabemos onde isso termina, pois foi de lá que saímos: hiperinflação, atraso, aumento da pobreza. É esse o futuro que queremos?

O PT, surfista que é, surfa na onda de descontentamento mundial e também nacional com os efeitos da maior pandemia humanidade. Macron, Lula, está sendo aplaudido nas ruas? Merckel foi? Biden? Johnson? Fernandez? Piñera? Trudeau? Qual governante democrático não sofreu o peso de desgaste de liderar sua nação no período sanitário mais dramático de todos os tempos? Com o presidente Bolsonaro não foi diferente.

Mas, agora, que nos encaminhamos para a eleição, temos de olhar o que foi feito, dentro das estreitas margens de manobra disponíveis para o governo: o maior plano assistencial da história do Brasil (repito, aceitem que dói menos, 15 anos de bolsa família num único ano, o auxílio assistencial); um dos três maiores programas de vacinação do mundo, proporcionalmente; obras por todo o país, obras que custam menos e não que custam mais como no passado; o fim da corrupção no governo federal, três anos sem escândalos. Ah, mais que dobramos o antigo Bolsa Família, agora Auxílio Brasil. E por aí vai.

Podem dizer: o presidente não se vacinou! Verdade. Mas é melhor ter um presidente que não se vacina mas que oferece vacinas para todos os brasileiros do que um presidente marqueteiro que se vacinasse e que deixasse faltar uma única vacina para um único brasileiro. Bolsonaro não deixou isso acontecer. O presidente distribui vacinas para todos. Afinal é isso? Depois de quatro anos a crítica ao presidente é que ele “não se vacina”? É tudo que têm a dizer?

Porque a corrupção, essa, não tem cura. Não tem vacina que dê jeito. E, no final das contas, não estaremos escolhendo um presidente em 2022. Estaremos escolhendo que futuro queremos ter. O futuro com o presidente Bolsonaro é previsibilidade e progresso, segurança e crescimento, após passarmos pelo pior. Não haverá surpresas na economia, as reformas avançarão, o Congresso continuará trabalhando em harmonia e poderemos liberar as energias do país para que ele possa alcançar todo o seu potencial.

O futuro com Bolsonaro são mais quatro anos. É o fim de um trabalho que começou e deve ser concluído. Não é justo ficar largado no meio do caminho. Há muita privatização para fazer, muitos investimentos para atrair para o Brasil, muita eficiência que poderemos alcançar se tirarmos o Estado e a política onde deve estar a gestão e a competência, o compliance.

O futuro com o PT? Mais 14 anos? Ou 16? Mais uma “era” de continuísmo? Não estamos no mundo do início do milênio. Não estamos no mundo unipolar. Não estamos no mundo em que a China crescia 15% ao ano e empurrava o Brasil ladeira acima. Esse foi o tempo de Lula. Já não foi o tempo de Dilma, o desastroso biênio que o PT tem horror de lembrar e o Brasil jamais vai esquecer.

Temos de escolher um futuro. O futuro de Lula não é o passado róseo da prosperidade da propaganda petista. É o passado sombrio que exauriu o país muito antes da Lava Jato ou de suas condenações. O Brasil não aguenta mais duas décadas de PT. Vamos pensar em nosso futuro. Um futuro que tem tudo para acontecer agora que o pior já passou, com mais quatro anos de Bolsonaro presidente.

Por Ciro Nogueira, Ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Publicado originalmente em Correio Braziliense.

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