Governador diz que Efraim ‘escolheu sua rota’ e que não conta com retorno de parlamentar à base; ouça

Azevêdo disse que não tomou iniciativa de ‘repatriar’ o ex-aliado à base governista / Imagem: Agenda Política

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), disse nesta segunda-feira (11), em entrevista à Rádio Arapuan FM, que não espera o retorno do deputado federal Efraim Filho (União), pré-candidato ao Senado, para sua base aliada nas eleições desse ano e que o parlamentar ‘escolheu sua rota’ em relação ao pleito de outubro.  A declaração, em tese, sepulta eventual recomposição.

Embora tenha dito que não vetaria um eventual diálogo com o deputado, o governador disse, também, que não tomou nenhuma iniciativa nesse sentido e lembrou que partiu do parlamentar, segundo ele, a iniciativa de romper com o grupo governista, em março deste ano, para se aliar à oposição. “Eu não conto com essa expectativa. Da minha parte não há nenhuma sinalização desse sentido”, falou.

Efraim Filho decidiu compor com Pedro Cunha Lima, deputado federal e pré-candidato ao Governo da Paraíba, alegando falta de decisão do governador quanto à formação da chapa majoritária nas eleições deste ano. Alegou, também, que entregou lealdade e recebeu em troca indecisão e indefinição da parte do governador.

Enquanto Efraim Filho solicitava uma decisão mais célere quanto ao pleito de outubro, João Azevêdo dizia que o tema deveria ficar para mais próximo das eleições. É tanto que, até o presente momento, ainda não definiu quem será o seu candidato ao Senado nem a vice-governador.

O deputado federal Aguinaldo Ribeiro, que era cotado para a disputa ao Senado, retirou seu nome da disputa e indicou o sobrinho, vice-prefeito de Campina Grande Lucas Ribeiro, para a vaga de vice na chapa governista.

Ao ser questionado sobre eventual recomposição com Efraim, o governador respondeu: “Acho que o deputado [Efraim] escolheu o caminho, escolheu o caminho dele, a rota dele, e foi na direção de buscar o caminho dele. Não sou contra ninguém, não. Ele escolheu o caminho dele, que acho que é muito mais no sentido de um projeto pessoal do que coletiva. Ele escolheu esse caminho e deve estar se sentindo bem, não faço nenhuma avaliação em relação a isso”, concluiu.

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Agenda Política

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