Efraim rompeu por não aceitar ‘condição’ de votar em Lula, diz João Azevêdo; VÍDEO

 

O governador João Azevêdo revelou, na última sexta-feira (01), o motivo que, segundo ele, teria levado o deputado federal Efraim Filho (União), pré-candidato ao Senado, a ‘desembarcar’ da aliança governista para 2022: o parlamentar não aceitou a condição imposta pelo grupo socialista de votar no ex-presidente Lula (PT) nas eleições de outubro.

A declaração de Azevêdo ocorreu em discurso no ato de filiação do deputado estadual Anísio Maia ao PSB, ocasião em que reforçou que o voto dele ‘é para Lula’ e voltou a pregar que, para estar em uma chapa do grupo governista, é preciso ‘declarar voto’ no ex-presidente nas eleições deste ano.

“Vocês viram um deputado federal que queria ser senador se afastar do grupo, e o fez por opção dele, pois não ouviu de mim de forma nenhuma, e uma das condições que coloquei é que estivéssemos unidos em uma chapa defendendo o nome do presidente [Lula], e ele disse claramente que não poderia declarar voto. Então, é isso que estou colocando. Fazer política é isso.”, revelou. (ASSISTA ABAIXO).

Ainda no discurso, Azevêdo disse que, com base nessa premissa, é preciso “agir e tomar providência” e que “as pessoas escolhem seus caminhos, arcam com os ônus e o bônus da vida”. Ele já havia deixado claro, em declarações anteriores, que não aceitaria alianças com ‘bolsonaristas’ em seu palanque no pleito deste ano.

O deputado federal Efraim Filho, por outro lado, não cedeu ao quesito de votar em Lula, apontando que foi ‘leal’ nos planos políticos e administrativos ao governador. Em entrevistas recentes ao autor do blog Agenda Política, o parlamentar negou voto no ex-presidente petista.

Diante da inviabilidade da parceria com Azevêdo, Efraim oficializou uma aliança com o pré-candidato tucano ao Governo do Estado, Pedro Cunha Lima (PSDB), em ato político em Lagoa Seca, na região de Campina Grande, na última quinta-feira (31). “O caminho que nos leva à vitória não é mais ao lado do governador”, disse o parlamentar ao blog, consumando o rompimento.

Por outro lado, o grupo governista tenta viabilizar uma chapa com a presença do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), que em entrevista na última sexta-feira (01) colocou como ‘regra’ para a formação da aliança a ‘unidade’ da base política do governador.

Agenda Política

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