Conass e Conasems prometem examinar erros citados por Zambelli: ‘podem ter ocorrido’

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) prometeram, nesta quarta-feira (19), examinar de ‘forma meticulosa’ as informações enviadas pela Advocacia-Geral da União ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre possíveis erros na vacinação contra a Covid-19 em estados brasileiros.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), baseada nessas informações, disse nesta quarta-feira (19), na Rádio Arapuan FM, que as irregularidades ocorridas em Lucena, na Paraíba, não são isoladas, e que outros municípios teriam vacinado crianças com doses para adultos.

No documento, os conselhos admitiram que possíveis erros podem ter ocorrido no processo de vacinação infantil, mas alegaram que os casos mencionados podem ser erros de digitação nos sistemas do Ministério da Saúde (MS).

“Em mais de 300 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 já aplicadas, é possível que tenham ocorrido erros como os listados na denúncia. Tanto podem ser erros de digitação, ou erros dos próprios sistemas de informação, o que impõe cautela e discernimento para a verificação de tais situações. Entretanto, vale ressaltar que no histórico do Programa Nacional de Imunizações (PNI) a regra tem sido a da eficiência e não o contrário”, informou.

Ainda de acordo com a nota, os sistemas de informação do Ministério da Saúde estão instáveis há mais de 30 dias. “Os sistemas de informação do SUS, a despeito das inúmeras discussões para o seu aprimoramento, ainda estão longe de responder às necessidades”, diz o documento.

Mais cedo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, determinou que os estados e o Distrito Federal se manifestem em 48 horas sobre as supostas irregularidades apontadas pela União em relação à aplicação de vacinas contra Covid-19 em crianças.

Leia a seguir a nota 

Em relação à manifestação da Advocacia-Geral da União ao Supremo Tribunal Federal nas ADPFs 754 e 756, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
(Conasems) informam que irão examinar de forma meticulosa a denúncia apresentada, haja vista que os sistemas de informação do Ministério da Saúde estão instáveis há mais de 30 dias.

Em mais de 300 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 já aplicadas, é possível que tenham ocorrido erros como os listados na denúncia.

Tanto podem ser erros de digitação, ou erros dos próprios sistemas de informação, o que impõe cautela e discernimento para a verificação de tais situações. Entretanto, vale ressaltar que no histórico do Programa Nacional de Imunizações (PNI) a regra tem sido a da eficiência e não o contrário.

Os sistemas de informação do SUS, a despeito das inúmeras discussões para o seu aprimoramento, ainda estão longe de responder às necessidades.

Destacamos, ainda, que as recomendações da Anvisa para a aplicação das vacinas contra a Covid-19 em crianças encontram-se em nota pública, onde a agência reguladora afirma que “as recomendações não possuem caráter
mandatório” e que “são passíveis de ajustes por parte dos estados e
municípios”.

Gestores estaduais e municipais estão unidos para que toda a população.

Agenda Política

Compartilhe

Você pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *