Antagônicos: deputados paraibanos divergem sobre relatório das Forças Armadas

Publicado por: Felipe Nunes em

O relatório das Forças Armadas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dividiu posicioanamentos de parlamentares paraibanos nesta quinta-feira (10). Segundo o Ministério da Defesa, embora não tenha apontado, o documento também não excluiu a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas.

O documento foi entregue ontem à Corte Eleitoral, sem apontar indícios concretos de fraude, mas relatando uma série de inconsistências e supostas vulnerabilidades. Os militares alegam, dentre outros pontos, que não tiveram acesso a todas as informações necessárias para a realização completa de uma revisão no sistema de votação eletrônico.

Para o deputado federal eleito, Cabo Gilberto (PL), aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), o documento reforça a tese de que sistema é vulnerável e precisa de aperfeiçoamentos. Recentemente, o parlamentar foi excluído das redes sociais, por uma decisão judicial, após criticar em discurso a atuação do TSE nas eleições.

“O relatório foi entregue mostrando mais uma vez que falta transparência, que as urnas eletrônicas não são 100% confiáveis, que têm vulnerabilidades e que o sistema eleitoral precisa ser aperfeiçoado”, disse o parlamentar, que defendeu a implantação do voto impresso e auditável como forma de assegurar a confiabilidade da votação.

Já o deputado reeleito Gervásio Maia (PSB), aliado do presidente eleito, Lula (PT), afirma que o relatório prova a segurança das urnas eletrônicas e que o processo eletrônico deve ser respeitado, não cabendo novas discussões sobre eventuais inconsistências do pleito eleitoral.

“O sistema eletrônico, ao longo de toda a sua história, é muito seguro, o que é provado a cada eleição. O esperado aconteceu e agora vamos para a frente, há muito trabalho pela frente, com muita responsabilidade. Temos muita responsabilidade com o futuro do país”, garantiu o deputado federal.

O presidente Jair Bolsonaro, que durante todo o processo eleitoral fez questionamentos ao processo de votação eletrônico, não se pronunciou sobre o relatório das Forças Armadas. Já o TSE afirmou, por meio de nota, que o documento reforça a segurança das urnas eletrônicas.

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