
A masturbação é considerada um comportamento natural e, por si só, não representa risco à saúde do pênis. No entanto, a maneira como o ato é praticado pode aumentar o risco de lesões e, em determinadas situações, contribuir para problemas como a doença de Peyronie, segundo especialistas em urologia.
A doença ocorre quando há formação de tecido de fibrose no pênis, podendo provocar curvatura, dor durante a ereção, alteração no formato, perda de comprimento e dificuldades nas relações sexuais.
De acordo com especialistas, movimentos repetitivos realizados com força excessiva, especialmente sem lubrificação, podem provocar pequenos traumas na túnica albugínea, estrutura que envolve os corpos cavernosos e participa da manutenção da rigidez durante a ereção.
Em pessoas com predisposição genética ou alterações no processo de cicatrização, esses microtraumas repetidos podem desencadear um processo inflamatório e favorecer a formação de placas de fibrose.
Cuidados durante a masturbação
Entre os principais cuidados recomendados por especialistas está a utilização de lubrificação adequada, que ajuda a diminuir o atrito e, consequentemente, o risco de lesões na pele e nas estruturas do pênis.
Também é importante evitar movimentos bruscos ou qualquer ação que provoque dobras ou pressão excessiva sobre o pênis ereto. O órgão não deve ser forçado para os lados durante a manipulação.
Outro cuidado é evitar o uso de superfícies inadequadas ou objetos para provocar atrito. Além de aumentar o risco de machucados, essas práticas podem exercer pressão excessiva sobre o pênis.
Quando procurar um médico
Alterações persistentes no formato do pênis, dor durante a ereção, surgimento de áreas endurecidas ou dificuldade nas relações sexuais devem ser avaliadas por um urologista.
Embora a relação entre microtraumas e doença de Peyronie seja estudada pela medicina, especialistas ressaltam que a origem da doença é multifatorial e que nem todo trauma ou prática de masturbação resulta no desenvolvimento do problema.
A recomendação, portanto, é evitar força excessiva, manter a lubrificação e respeitar os limites naturais do órgão durante a masturbação.
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