‘A facada não foi algo isolado’: Julian Lemos relembra ‘drama’ de atentado contra Bolsonaro e afirma que Adélio é ‘perigosíssimo’

Foto: Fábio Motta / Estadão

Ex-aliado do Presidente da República, o deputado federal Juilian Lemos (PSL) relembrou, nesta sexta-feira (26), os episódios mais dramáticos em torno do atentado que Jair Bolsonaro sofreu em 2018, quando foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Na quinta-feira (25), a Polícia Federal reabriu o inquérito sobre o atentado e vai analisar o celular do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que fez a defesa de Adélio perante os tribunais. Serão analisados os dados bancários e o material reunido em uma operação de busca e apreensão.

“Quem pagou aquele advogado? Não é advogado de R$ 10 mil, não. É advogado de um milionário, foi pra cima para preservar a fala dele [de Adélio], e não duvido que tenha sido treinado em outro canto [para executar o atentado]”, comentou Julian Lemos em entrevista ao programa 60 minutos, da Rádio Arapuan FM.

Na época do atentado, Lemos era candidato a deputado federal pela Paraíba e tinha uma forte relação política e pessoal com Bolsonaro, tendo a oportunidade de visitar o então candidato no hospital. “A facada existiu e não foi algo isolado, foi algo realmente feito”, comentou.

O parlamentar lembrou que, na unidade hospitalar, presenciou o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, “consternado”, ao lado de Gustavo Bebbiano – que viria se tornar ministro-chefe da Secretária-geral da Presidência da República. “Vi Bolsonaro em cima da cama, abracei-o e dei um beijo nele”, relembrou.

“Adélio Bispo só tem a cara de besta, mas é alguém perigosíssimo”, completou Lemos.

Apesar de considerar a facada como algo grave, o parlamentar considera que há uma ‘exploração’ em relação às publicações de imagens do atentado nas circunstâncias atuais, três anos após o crime.

Retomada das investigações

Para a defesa de Bolsonaro, o material a ser investigado pode ajudar a esclarecer se Adélio Bispo agiu de fato sozinho ou teve algum tipo de auxílio, como financiamento. A primeira pergunta a ser respondida é: quem bancou o advogado de Adélio Bispo?

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