
A condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (16), contou com a participação de um paraibano em posição de destaque no julgamento.
Atual subprocurador-geral da República, Antônio Edílio Magalhães defendeu a condenação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de tentar interferir no andamento do processo que apurou a tentativa de golpe de Estado.
Nascido no Ceará, Antônio Edílio construiu parte significativa de sua trajetória profissional na Paraíba, estado que adotou como sua terra. Em reconhecimento aos serviços prestados, recebeu o título de cidadão paraibano em 2001.
Ao longo da carreira, atuou em diversas funções no Ministério Público Federal (MPF), com destaque para os trabalhos desenvolvidos na Paraíba, incluindo atuação no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e junto ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Também integrou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Durante o julgamento, Antônio Edílio sustentou a tese da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo a qual Eduardo Bolsonaro teria articulado ações junto ao governo dos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao final da sessão, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. Além da pena, o ex-deputado foi declarado inelegível e ficará impedido de disputar eleições pelos próximos anos.

