Sindicato de motoristas e ajudantes de entregas descarta apoio a greve dos caminhoneiros na Paraíba

O Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entregas do Estado da Paraíba (Sindmae-PB) informou, no final da noite desta sexta-feira (11), que ‘não participará de qualquer paralisação referente ao aumento dos combustíveis na Paraíba’. Por meio de nota, a entidade disse que uma greve só favorece ‘políticos oportunistas’.

De acordo com a nota do Sindicato, assinada por Marcos Antônio Rodrigues, presidente da entidade, a decisão de não participar ocorre para que não haja espaço ‘à política partidária com seus respectivos políticos oportunistas, que se aproveitam de uma fragilidade da categoria’.

A nota também faz críticas a consumidores que lotaram os postos de combustíveis logo após o reajuste. “Não temos a compreensão da população, que lota os postos de combustíveis e as distribuidoras, enfraquecendo o movimento grevista”, afirma.

O documento também diz que, mesmo a população não adotando uma postura coerente em meio à crise, vê ‘caminhoneiros como a única categoria salvadora da pátria”. A nota do Sidmae-PB ocorre depois de especulações sobre possível paralisação no estado. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não confirmou nenhum movimento de caminhoneiros na sexta-feira (11) nas estradas que cortam o estado.

Insatisfação

Mesmo sem paralisação até o momento, os caminhoneiros demonstram insatisfação com a Petrobrás, que em meio à disparada dos preços do petróleo, provocada pela guerra na Ucrânia, anunciou reajustes nos preços de gasolina e diesel após quase 2 meses de valores congelados nas refinarias.

O preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passou de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passa de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.

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