PCO ataca as urnas eletrônicas e exalta o Talibã: ódio ou liberdade de expressão?

O mundo assiste com perplexidade a retomada do Poder pelo Talibã, no Afeganistão, 20 anos após a derrocada do grupo islâmico responsável por diversos crimes contra a humanidade e os Direitos Humanos. Parece consenso que a ascensão dos terroristas avessos à cultura Ocidental, conhecidos por suas práticas de perseguição às mulheres, homossexuais e minorias religiosas, com decapitação e açoitamentos públicos, é um perigo para o mundo civilizado.

No Brasil, porém, o Partido da Causa Operária (PCO), legenda de extrema-esquerda, tem adotado um tom de louvação à vitória dos terroristas talibãs, com publicações nas redes sociais em exaltação aos terroristas. O material, que quase passa despercebido das manchetes da imprensa nacional, demonstra que há partidos em atividade no Brasil, com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com ideias totalmente contrárias aos pilares da Constituição de 1988.

Nem mesmo às cenas de pessoas caindo do avião americano ao fugir do terrorismo, foram capazes de sensibilizar os militantes do PCO, que não recuaram de suas publicações, justificando que o Talibã seria ‘a derrota do imperialismo americano sobre o povo afegão’.

Mas, pasmem!

O PCO não apenas faz apologia ao Talibã contra o regime ‘estadunidense’, que é o mais grave.

Em outras publicações polêmicas, ataca as urnas brasileiras, inclusive com produção de vídeos e conteúdos contrários ao voto eletrônico e críticas ao TSE, coloca em xeque a credibilidade do sistema eleitoral e defende a implementação do voto impresso (pauta defendida também pelo presidente Jair Bolsonaro).

Recentemente, o PCO afirmou, sem provas, que candidaturas da chamada ‘terceira via’ são um golpe contra o ex-presidente Lula (PT). E também pediu o fim da Polícia Militar e defendeu o armamento da população civil para fins de uma suposta resistência ao Estado (não contra os criminosos).

As publicações do partido de ultra-esquerdista ocorrem, sem cerimônia ou qualquer censura,  em meio às inúmeras decisões judiciais contra aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por ‘ataques às urnas eletrônicas’, ao sistema eleitoral brasileiro e ao Supremo Tribunal Federal (STF), com prisões de deputado federal, ex-deputado, blogueiro, além de restrições a perfis que, nas redes sociais, estariam compartilhando notícias falsas.

Não faço aqui a defesa de qualquer intervenção, inclusive por minha crença na liberdade de expressão (dentro dos limites constitucionais) mas, pergunto: se as decisões referentes aos canais bolsonaristas estão corretas, por que o PCO e assemelhados tem passado ao largo de qualquer fiscalização jurídica ou mesmo crítica?

Não quero crer (já crendo) que estamos vivendo na era do que George Orwell chamaria de duplipensar, em que no atual contexto a liberdade de expressão aplicada aos ‘amigos’ ganharia um conceito diferente daquele destinado aos meus inimigos. Para o PCO e assemelhados, o vale-tudo. Para conservadores, o pensamento-crime.

Não seria melhor aplicar a Constituição para todos?

Viva a democracia! Abaixo o Talibã!

Confira, a seguir, publicações polêmicas do PCO

 

 

 

 

 

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