Opinião: 31 de outubro de 1517, um grito contra a Espiral do Silêncio – por Felipe Nunes

Num dia como hoje, mas em 1517, o monge agostiniano Matinho Lutero pregava suas 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha. Era o estopim da Reforma Protestante, acontecimento que transformou a história do cristianismo e do mundo.

Num ato de extrema coragem, e mesmo correndo riscos políticos e até de vida, Lutero protestava contra a comercialização da salvação, além de outros abusos contra os cristãos da época, que sequer tinham acesso à liberdade de leitura do texto sagrado.

Apesar de toda a pressão política e papal, seguiu em frente. Anos depois, foi chamado ao tribunal, mas proclamou uma frase emblemática, que marcaria seu ato de coragem. Ato que transformaria a religião, a política, a arte e o mundo, em defesa da liberdade.

“A menos que vocês provem para mim pela Escritura e pela razão que eu estou enganado, eu não posso e não me retratarei. Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha consciência não é correto nem seguro. Aqui permaneço eu. Não há nada mais que eu possa fazer. Que Deus me ajude. Amém.”

Lutero queria apenas ‘reformar’ o que não estava certo. Não era nenhum revolucionário, nem propunha a destruição das instituições de sua época. Era um defensor de sua consciência, à luz da Bíblia, inspirado divinamente. Deu um verdadeiro golpe na Espiral do Silêncio que tentava impor a todos o pensamento único e que, de tempos em tempos, teima em querer voltar.

Felipe Nunes

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