Na presença de Bolsonaro e Lewandowski, Mendonça afirma que chegada ao STF representa ‘inclusão social’ de evangélicos; VÍDEO

André Mendonça em momento de oração na Assembleia de Deus / Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ministro André Mendonça afirmou nesta quinta-feira (16), em um culto de ação de graças por sua nomeação, em Brasília, que sua chegada ao Supremo Tribunal Federal (STF)  significa uma “inclusão social” para os evangélicos. O ato religioso ocorreu na ‘Catedral Baleia’ da Igreja Assembleia de Deus Madureira e contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro (PL), do ministro Ricardo Lewandowski, parlamentares e integrantes do Governo Federal.

Em uma fala direcionada a Lewandwski, Mendonça repetiu que sua nomeação representa um passo para os evangélicos, mas um salto para a Igreja. Ele disse, também, que a presença do decano na celebração o fará “entender um pouco do que nós somos, do que nós vivemos”.

“Embora de fato o critério de evangélico [para o STF] não seja um critério constitucional, mas ao mesmo tempo é uma inclusão social. Interprete dessa forma. Hoje é um dia especial; eu louvo e agradeço a Deus por esse dia e o que ele representa”, afirmou na ocasião.

Mendonça, que é pastor presbiteriano, voltou a dizer que terá como base a Constituição Federal, mas não dispensará sua fé por ter assumido um cargo no STF. Ele fez agradecimentos a Deus e afirmou que sua inspiração em Jesus Cristo o fará ser um juiz justo ao tomar decisões na Corte.

“Sob o aspecto religioso, [sou] alguém que reconhece e defende o Estado laico. Ao mesmo tempo, alguém que tem em Cristo Jesus o seu modelo e referencial de vida”, afirmou. “Isso significa que o André não veio para ser servido, mas para servir.”

Momentos antes, em sua fala, Lewandoski disse “não é nenhum defeito ser religioso, pelo contrário, é uma virtude”. E que a Constituição “estabelece que, para ser ministro do STF, precisa ser brasileiro nato, mais de 35 anos, reputação ilibada e notável saber jurídico”.

Estiveram presentes, também, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, os ministros da educação, Milton Ribeiro; o da saúde, o paraibano Marcelo Queiroga; o da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, além de deputados federais como Bia Kicis e Vitor Hugo, além de outras autoridades dos Três Poderes.

VÍDEO:

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