
O vício em apostas se tronou uma realidade brasileira. Todo mundo conhece alguém que aposta e que acabou se endividando em decorrência de jogos. Levantamento do Datafolha, revela que 35% dos brasileiros já apostaram online e comprometeram suas finanças com o hábito. Segundo o Ministério da Saúde, a busca por atendimento em saúde mental ligada à dependência de jogos cresceu quase 140% em cinco anos.
A pré-candidata a deputada federal e advogada Janny Milanês, afirma que este é um problema que vem se tornando crônico e defende um pacote de medidas para conter os efeitos das “bets” sobre famílias, jovens e estudantes.
Janny cita a Lei Antifumo como modelo para o setor. A norma tirou o cigarro da TV, do rádio e dos outdoors, restringiu a propaganda a pôsteres dentro dos pontos de venda, proibiu o patrocínio de eventos esportivos e culturais por marcas de tabaco e limitou o horário de veiculação. Para a pré-candidata, o caminho com as bets pode ser semelhante: publicidade restrita a canais de baixo alcance, fim do patrocínio a clubes e eventos, e limitação de horário nas transmissões abertas. “O cigarro só saiu do cotidiano das pessoas quando saiu da tela e do estádio. Com as apostas pode ser igual: regular a exposição é regular o vício”, argumenta.
A pré-candidata propõe que parte da arrecadação tributária sobre as apostas seja destinada obrigatoriamente ao tratamento e à prevenção do vício em jogo no SUS. Segundo ela, o dinheiro que vem das apostas precisa voltar para cuidar de quem foi afetado por elas.
Outra proposta de Janny mira a chamada “cláusula da desgraça”, mecanismo pelo qual influenciadores receberiam comissão proporcional às perdas de seguidores. “Precisamos de uma proibição explícita. Existe diferença entre divulgar um produto e lucrar com a ruína financeira de quem confia em você”, argumenta.
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