Convenções avançam entre partidos com indefinição sobre suplentes ao Senado Federal na Paraíba; Confira nomes cotados

Publicado por: redacao em

Nas eleições de 2026, serão eleitos dois senadores. Porém, o eleitor vai encontrar a foto de seis pessoas na urna eletrônica: três ao votar no primeiro candidato a senador e mais três ao votar no segundo candidato. Essas pessoas “a mais” são candidatos a suplente de senador, os eventuais substitutos deste cargo.

Quando o eleitor vota em um candidato para o Senado, automaticamente já está votando também nos seus dois suplentes indicados. Ou seja, o eleitor vota em uma chapa formada por três pessoas: o titular, o primeiro suplente e o segundo suplente. O candidato titular recebe mais destaque nas campanhas, mas é obrigatório que os nomes dos suplentes apareçam em todas as propagandas, mesmo que seja em um texto pequeno.

De acordo com a legislação eleitoral, cada senador titular é eleito junto com dois suplentes (primeiro e segundo suplentes), que concorrem na mesma chapa e assumem o mandato em casos de afastamento, licença ou vaga do titular.  Na Paraíba, os principais nomes dos pré-candidatos ao Senado já são conhecidos, mas nenhum nome para a suplência foi definido até agora. .Essa escolha envolve articulação política e alianças estabelecidas, já que o mandato dos senadores dura oito anos e o suplente dará continuidade aos trabalhos legislativos, garantindo que o Estado não fique sem representação no Senado Federal.

No “jogo político” do Estado, alguns nomes já foram citados nos bastidores. São lideranças com reconhecimento político e geralmente dos mesmos partidos dos titulares, visando manter a estrutura eleitoral da chapa majoritária. Outros, são de legendas diferentes, reforçando as alianças mas principalmente garantindo que o controle do mandato permaneça dentro do mesmo grupo político, caso o titular precise se afastar.

Na chapa eleita, os suplentes podem se tornar senadores nos seguintes casos:

  1. Quando o titular se afastar para ocupar cargos de ministro ou secretário de Estado, governador, prefeito, embaixador ou outros previstos em lei;
  2. Caso o senador tire uma licença por tempo superior a 120 dias (para tratamento de saúde, por exemplo);
  3. Morte, renúncia, cassação ou perda de mandato do senador titular por decisão da Justiça Eleitoral. Nesses casos, a substituição é definitiva e o suplente assume o cargo pelo restante do período;

Quando o afastamento do titular é temporário, ele pode retomar o cargo quando os motivos de sua saída deixarem de existir.

No dia 5 de agosto (fim das convenções partidárias) encerra o prazo para que os pré- candidatos ao Senado também homologuem os seus dois suplentes. Eles podem regionalizar a chapa, ter barganha financeira e outras vantagens que destacam esses nomes durante as últimas negociações antes da confirmação dos suplentes. 

O Polêmica Paraíba traz os nomes dos suplentes cotados entre os principais pré-candidatos ao Senado Federal. Confira:

João Azevêdo (PSB)

João Azevêdo (PSB) é pré-candidato ao Senado (titular) na chapa do atual governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP). 

Suplentes

1. Dalton Gadelha – Empresário de Campina Grande

2. Raimundo Lira – ex-senador de Cajazeiras, cuja base é em Campina Grande.

3. Lígia Feliciano (União Brasil) – também cotada para ser vice de Lucas Ribeiro ou suplente de João Azevêdo;

4. Carlos Frederico – Empresário e advogado, irmão de Lindbergh Farias.

5. Domiciano Cabral – Empresário, ex-deputado federal e estadual com forte atuação política na Grande João Pessoa. Também é casado Sara Cabral, pré-candidata a deputada federal pelo Podemos.

Nabor Wanderley (Republicanos)

Também é pré-candidato ao Senado (titular) na chapa do atual governador da Paraíba, Lucas Ribeiro

Suplentes 

1. Daniella Ribeiro (PP) – Uma das mais cotadas. A senadora pode ocupar a primeira suplência e caso Nabor se afaste para algum ministério, por exemplo, ela continuaria como senadora. 

2. Odon Bezerra (PSB) – vereador , advogado e professor. É líder do Governo na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

Veneziano Vital Do Rêgo (MDB)

Pré-candidato ao Senado (titular) na chapa do ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao governo do Estado, Cícero Lucena (MDB). 

Suplentes 

1. Fátima Maranhão – desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) filiada ao MDB desde antes do falecimento do esposo e ex-senador, José Maranhão;

2. Lauremília Lucena – ex-primeira dama de João Pessoa e esposa de Cícero Lucena. 

3. Odon Bezerra (PSB) – vereador , advogado e professor. É líder do Governo na CMJP, o que gera um impasse com a chapa formada por Lucas Ribeiro;

4. Cida Ramos (PT) – Deputada estadual e presidente do Partido dos Trabalhadores na Paraíba (PT-PB). Sua legenda já vem sinalizando um apoio à reeleição de Lucas Ribeiro, o que indica um possível rompimento com a candidatura do atual governador caso a petista queira seguir para a coligação de Veneziano. 

Marcelo Queiroga (PL)

O ex-ministro Marcelo Queiroga é pré-candidato ao Senado na chapa do pré-candidato ao governo do Estado, Efraim Filho (PL).

Suplente 

1. Nayana Pontes (PL)- advogada e presidente do Partido Liberal Mulher João Pessoa. É esposa do deputado federal Cabo Gilberto (PL)

Rui Galdino (PSD)

O advogado Rui Galdino é pré-candidato ao Senado Federal pelo PSD. Mas recebeu uma proposta para desistir da pré-candidatura e integrar a chapa de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) como primeiro suplente.

A articulação teria partido de integrantes do grupo político ligado a Cícero Lucena, em meio ao impasse envolvendo a situação de Rui dentro do PSD. O pré-candidato vem cobrando respaldo da direção estadual da legenda para confirmar sua candidatura ao Senado.

Suplentes 

1.Marcos Ribeiro (PDT): presidente do diretório estadual do PDT na Paraíba, é um dos nomes citados nos bastidores; 

Major Fábio (Titular)

Major Fábio (Novo) é pré-candidato ao Senado na chapa do pré-candidato ao governo do Estado, Efraim Filho (PL).

Suplentes 

  1. José Carneiro (Novo)
  2. Pedro Régis (Novo) 

O empresário José Carneiro deixou o comando do partido Novo na Paraíba e o Diretório Estadual passou a ser comandado por Pedro Régis, que ocupava a vice-presidência da agremiação. A sigla hoje se dedica às articulações eleitorais, especialmente uma aliança com o PL e a possibilidade de uma composição oficial na chapa do senador Efraim Filho.

André Gadelha (MDB)

Pré-candidato ao senado na chapa de Cícero Lucena (MDB), junto com Veneziano Vital Do Rêgo.

Suplentes 

1.Nilda Gondim (MDB): ex-senadora, pode ser a escolhida para prestigiar o MDB, Veneziano e Campina Grande. 

Saiba mais

A vaga é do titular da chapa e quem o substitui é o primeiro suplente. O segundo suplente só assume o cargo quando o primeiro suplente não pode exercê-lo, por restrição da lei, doença, falecimento ou outras razões. 

O suplente não exerce nenhuma função no Congresso Nacional, apenas quando assume a vaga e passa a ter todas as prerrogativas e os deveres de um senador titular. A pessoa que ocupa a suplência precisa cumprir os mesmos requisitos exigidos do senador titular, como ser brasileiro; ter no mínimo 35 anos de idade; ser alfabetizado; estar com os direitos políticos em dia; ser filiado a um partido político e não estar enquadrado nas hipóteses de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa.

Nos cargos eleitos pelo sistema proporcional, como na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), a regra é que os suplentes serão os candidatos mais bem votados do partido ou da coligação logo depois daqueles que foram eleitos. Já o senador é eleito pelo sistema majoritário e os dois suplentes são escolhidos já durante as eleições. 

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