
Em entrevista à rádio CBN João Pessoa, nesta quarta-feira (8), o coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Paulo Octávio Neto, comentou sobre o avanço das facções criminosas e a crescente relação entre o crime organizado e a política.
Segundo Paulo Neto, há uma disputa direta entre organizações criminosas e agentes políticos pelo controle territorial, o que, de acordo com ele, favorece a interferência do crime em processos políticos e eleitorais.
“Tem uma frase que diz que a máfia e a política disputam o mesmo espaço, que é o espaço territorial, que é o domínio territorial. Então, é muito comum essa interseção entre a política e o crime, porque eles estão buscando um domínio territorial para ter uma prevalência sobre ele, inclusive sobre os votos que ali estão”, afirmou.
Relação entre Crime Organizado e Política
O coordenador também fez críticas ao que classificou como uma aproximação inadequada entre agentes políticos e organizações criminosas. Para ele, essa relação tem se tornado mais evidente nos últimos anos e exige atenção das autoridades e da sociedade.
“De certo modo, a gente vem vendo o seguinte: que a política perdeu a vergonha e vem se misturando de maneira inapropriada com as facções e com o crime como um todo. Isso, de certo modo, chama atenção, chama reflexão”, declarou.
A entrevista ocorre em um contexto de crescente preocupação com a atuação de facções criminosas e sua influência política em comunidades e espaços urbanos, especialmente em áreas onde há disputa por controle territorial e influência política.
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O post Crime e política disputam território e influência eleitoral, diz coordenador do GAECO sobre avanço de facções na Paraíba apareceu primeiro em Polêmica Paraíba.

