Bruno Cunha Lima resgata palavra esquecida na política: a coerência

Prefeito Bruno Cunha Lima concede entrevista à imprensa / Foto: reprodução do Instagram

Em entrevista à Rádio Arapuan, nesta sexta-feira (03), o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), revelou o motivo pelo qual não pretende firmar uma aliança com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) nem apoiar o ex-presidente Lula (PT) nas eleições do próximo ano: manter a coerência.

Segundo o dicionário, “Coerência é a característica daquilo que tem lógica e coesão, quando um conjunto de ideias apresenta nexo e uniformidade”. Trata-se de uma qualidade que anda ausente na política partidária paraibana, repleta de fisiologismos e vantagens que passam longe do interesse público.

É óbvio que a democracia comporta a união dos contrários, mas até para que haja esse acordo partidário, deve-se recorrer à coerência. As alianças políticas precisam fazer sentido para a população, necessitam de uma razão clara e objetiva que, de novo, deve ter como alvo o interesse público.

Na entrevista, Bruno explicou que, apesar do respeito institucional e pessoal que mantém com antigos adversários, não há razão para mudar de uma hora para outra uma linha de pensamento já conhecida dos eleitores. “Não se pode vender a alma”, asseverou.

Se manter essa linha da coerência, o gestor campinense poderá perder algumas vantagens a curto prazo, que são inerentes aos arranjos políticos que visam unicamente a eleição seguinte.

Por outro lado, se manter tal pensamento na vida pública, de forma sincera, aliado a uma gestão que faça a diferença no cotidiano das pessoas, poderá sobressair-se como alguém diferente numa política cuja indiferença tornou-se a marca principal.

Aguardemos, pois!

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