Secretário dos EUA responde Flávio Bolsonaro e diz que vai manter tarifaço, que foi pedido por Eduardo

Publicado por: redacao em

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu a uma carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e indicou que o governo do presidente Donald Trump deverá manter a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

A manifestação ocorre após Flávio pedir que os Estados Unidos reconsiderassem a aplicação de tarifas de 25% sobre exportações do Brasil, medida sugerida no âmbito de uma investigação comercial conduzida pelo governo norte-americano.

Na resposta, enviada na terça-feira (23), Rubio afirmou que a apuração realizada pelos EUA mostrou que ainda existem “diferenças substanciais” entre os dois países em temas comerciais. Entre os pontos citados estão comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, aplicação da legislação anticorrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

O secretário informou ainda que qualquer interessado no Brasil poderá participar da fase de consulta pública e da audiência prevista para o próximo dia 6 de julho, quando o tema será discutido.

Na carta, Rubio também fez referência às eleições brasileiras de outubro. O secretário mencionou o “otimismo” manifestado por Flávio Bolsonaro em relação ao pleito e agradeceu a oferta de disponibilizar uma equipe de transição ao governo norte-americano caso o senador seja eleito.

“Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar uma estrutura de comércio e investimento ampla, justa e mutuamente benéfica”, escreveu Rubio, encerrando a mensagem com a frase: “Que Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil”.

O anúncio das novas tarifas ocorre em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre os dois países. O texto afirma que medidas como o tarifaço, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas foram defendidas pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente nos Estados Unidos, em meio às investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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