
A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), divulgou nesta terça-feira (7) o balanço dos casos de arboviroses registrados no estado no período de 4 de janeiro de 2025 a 3 de janeiro de 2026. Os dados apontam para a circulação simultânea de diferentes vírus e acendem o alerta para a importância das ações de prevenção e do diagnóstico precoce.
De acordo com o boletim epidemiológico, a Paraíba contabilizou 8.963 casos prováveis de arboviroses no período analisado. Do total, 7.723 casos foram de dengue, 567 de chikungunya, 20 de zika e 651 de oropouche, evidenciando a presença de múltiplas arboviroses em diversas regiões do estado.
No que diz respeito aos óbitos, foram confirmadas nove mortes por dengue. Cinco ocorreram em João Pessoa, além de um registro em Campina Grande, Solânea, Tavares e São Domingos do Cariri. O estado também confirmou dois óbitos por chikungunya, nos municípios de Campina Grande e Prata.
A técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES-PB, Carla Jaciara, destacou que as 1ª, 3ª e 7ª Regiões de Saúde apresentaram as maiores incidências de casos. Ela reforçou a importância da atenção aos sintomas e da busca imediata por atendimento médico. “É de extrema importância que a população esteja sempre atenta aos sinais de alerta e de gravidade, como febre, dor de cabeça, náuseas, manchas pelo corpo e, especialmente, dor abdominal, que é um sinal de alerta importante. Diante de qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar o serviço de saúde para que o caso seja notificado de forma oportuna”, explicou.
Carla Jaciara também enfatizou o papel da população no combate às arboviroses. “Além de buscar atendimento, é essencial que cada cidadão faça sua parte, eliminando focos de água parada de forma contínua e assertiva, contribuindo diretamente para a redução do número de casos registrados em todo o estado”, completou.
Ações da SES-PB no combate às arboviroses
De forma permanente, a SES-PB desenvolve ações integradas com os municípios e as Gerências Regionais de Saúde, voltadas ao monitoramento, supervisão e assessoramento das estratégias de prevenção e controle das arboviroses. Entre as iniciativas estão oficinas de qualificação para aplicação de inseticidas em pontos estratégicos, capacitações para Agentes de Controle de Endemias e Supervisores de Campo, além de ações educativas, Dias D de vacinação e atividades de orientação direta à população.
As arboviroses são doenças virais transmitidas por artrópodes, como mosquitos e carrapatos. No Brasil, as mais comuns são dengue, zika, chikungunya e febre amarela, transmitidas principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. O inseto é identificado pelas listras brancas no corpo e tem hábitos predominantemente diurnos, vivendo em ambientes domésticos e se reproduzindo em locais com água parada.
Prevenção e Combate ao Mosquito Aedes aegypti
A SES-PB reforça que o combate ao mosquito transmissor depende de ações contínuas durante todo o ano, com a eliminação de focos de água acumulada, especialmente em períodos de altas temperaturas, quando a proliferação do vetor é mais intensa. O boletim epidemiológico completo está disponível para consulta nos canais oficiais da Secretaria de Saúde.
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