Lula compara atuação de chanceler da Alemanha com ditador da Nicarágua e é repreendido por jornalista; VÍDEO

Em mais uma fala infeliz em prol de regimes ditatoriais apoiados pelo PT, o ex-presidente Lula comparou a reeleição fraudada do ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, com o governo da chanceler alemã, Angela Merkel, eleita em sistema democrático.

A comparação de Lula foi realizada durante entrevista ao jornal “El País”, recheada de eufemismos para tentar justificar a arbitrariedade do ditador aliado. Trechos da entrevista foram destaques na imprensa nacional e até no exterior, na noite desta segunda-feira (22), por meio da Internet.

“Por que a Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e Daniel Ortega, não? Por que [o ex-presidente da Espanha] Felipe González, aqui, pôde ficar 14 anos? Qual é a lógica?”, questionou Lula na ocasião.

Uma das das mediadoras da entrevista, então, rebateu o ex-presidente ao afirmar que Angela Merkel não mandou prender opositores, mas ele não se deu por vencido. “Sabe, eu não posso julgar o que aconteceu na Nicarágua. No Brasil, eu fui preso. Fiquei 580 dias preso para que o Bolsonaro fosse eleito presidente”, tentou argumentar Lula.

Ao se referir ao Brasil, Lula outra vez fez uma comparação descabida, uma vez que ele foi condenado não só em primeira instância, mas também por outros dois tribunais (TRF-4 e STJ), com direito a ampla defesa, tendo inúmeros recursos negados pelas cortes superiores antes de anulações levadas a cabo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nicarágua

Ao comparar a Nicarágua com Alemanha e Brasil, o ex-presidente passa a mão na cabeça do ditador Daniel Ortega, que deteve todos os adversários que pudessem representar uma ameaça a sua permanência no poder, fechou partidos de oposição e proibiu grandes eventos de campanha.

Como mostrou o blog na semana passada, o PT chegou a classificar a eleição da Nicarágua como uma “grande manifestação popular e democrática”, além de “o apoio da população a um projeto político que tem como principal objetivo a construção de um país socialmente justo e igualitário”. O texto foi apagado dias depois, após a repercussão negativa.

Cuba

A declaração de Lula sobre a Nicarágua ocorre na esteira de outras polêmicas. Ele tem defendido com frequência a ‘regulação da mídia’ e das redes sociais em um eventual novo governo petista.

Já na entrevista coletiva que deu no Parlamento Europeu, na semana passada, foi questionado sobre os protestos em Cuba e acerca da repressão que jornalistas sofrem no país caribenho. O petista não deu uma palavra sequer de solidariedade aos profissionais da imprensa e ainda colocou a culpa da repressão no ‘embargo americano’.

VEJA VÍDEO:

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