
O Instituto Médico Legal (IML) liberou o corpo da médica francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, após a conclusão dos exames periciais. Ela foi morta pelo namorado no mês de março, em João Pessoa. O autor do crime também foi encontrado morto na ocasião.
A informação sobre a liberação foi confirmada na manhã desta sexta-feira (24) pelo diretor do IML, Flávio Fabres. De acordo com ele, o corpo da vítima será cremado na Paraíba. O órgão aguarda agora a conclusão das etapas burocráticas.
“Aguardando a parte administrativa entre familiares e funerária para liberação do corpo, que será cremado na Paraíba”, afirmou Fabres.
O diretor informou que nenhum familiar da médica virá ao Brasil. O procedimento será conduzido por representantes do consulado e por procuradores.
Já o corpo de Altamiro Rocha, autor do crime e com quem a francesa mantinha um relacionamento, permanece no IML. Segundo a direção do instituto, nenhum familiar procurou o local para fazer a liberação até o momento.
Sobre o corpo de Altamiro, Flávio Fabres informou que nenhum familiar procurou o IML para o resgate e que, nesses casos, o órgão está autorizado a fazer o enterro. O diretor do IML não informou, no entanto, uma data para o procedimento.
“Após 30 dias, se o corpo não é reclamado, a gente é autorizado a fazer o enterramento. A gente deixou um tempo mais, já que é um caso de repercussão, mas, como ele não foi reclamado, então, eventualmente, a gente vai fazer o enterramento logo mais desse corpo”, disse.
Relembre o caso
O corpo de Chantal foi encontrado carbonizado dentro de uma mala no bairro de Manaíra, no dia 11 de março. A investigação aponta que ela decidiu encerrar o relacionamento com Altamiro Rocha dos Santos porque não aceitava o fato de ele estar viciado em drogas. Esse, de acordo com a polícia, foi o motivo do crime.
Após matar a mulher com golpes de faca, Altamiro Rocha dos Santos colocou o corpo em uma mala, levou até o local onde foi encontrado. De acordo com o delegado Thiago Cavalcanti, o autor do crime teria oferecido drogas a um homem em situação de rua para que ele ateasse fogo na mala.
No dia 12 de março, Altamiro foi encontrado morto no bairro João Agripino. Ele estava com as mãos e os pés amarrados e apresentava uma lesão profunda no pescoço.
Fonte: Jornal da Paraíba
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