
A disputa por apoios na corrida ao Senado na Paraíba tem gerado ruídos dentro da base governista. Nesta terça-feira (23), o deputado federal Dr. Damião Feliciano (União Brasil) comentou a relação entre o ex-governador João Azevêdo e o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley, ambos pré-candidatos ao Senado.
Segundo ele, apesar das divergências, o caminho é o diálogo.
“Tem coisa que faz parte da política. Mas também há situações que dependem de sensibilidade e disposição para o diálogo. Porque, no fim das contas, a política deveria ser mais simples, e somos nós que acabamos complicando. Não vejo motivo para essa cisão ou esse ruído”, pontuou.
Ao avaliar João Azevêdo, Damião destacou sua experiência e equilíbrio.
“O João Azevêdo é uma pessoa experiente, com mais de 15 anos de atuação no Executivo. É alguém equilibrado, sensato, que não é de confusão nem de embates desnecessários. Ele vem conduzindo sua movimentação política com tranquilidade e sensibilidade”, destacou.
Sobre Nabor, também ressaltou sua trajetória política.
“O Nabor Wanderley também tem uma história política importante. Foi deputado estadual por dois mandatos, quatro vezes prefeito de Patos, presidiu a Mesa da Assembleia Legislativa. Então, são lideranças que têm experiência e peso político”, disse.
Damião ainda negou que a imprensa seja responsável pela tensão e defendeu entendimento.
“E tem quem diga que tudo é culpa da imprensa, mas dessa vez não é isso. O que existe é uma necessidade real de diálogo. Não há nada na vida que não possa ser resolvido com conversa”, afirmou.
Ele disse ainda que pode atuar como interlocutor entre os dois.
“Eu me proponho, inclusive, a conversar com eles, para que possamos sentar e resolver isso com sensibilidade e responsabilidade, seguindo em frente de forma unida”, disse.
Encerrando, sugeriu uma solução direta.
“Quando não há diálogo, isso aparece em qualquer lugar: dentro de casa, entre marido e mulher, na família ou no trabalho. Não existe problema que não possa ser resolvido com uma boa conversa”, argumentou.
“Se for preciso, coloca os dois numa sala, conversa, e só saem de lá depois de se entenderem e, quem sabe, até se abraçando”, finalizou.
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