Com convites de outros partidos, Jhony Bezerra defende permanência no PSB e exige diálogo interno

Publicado por: redacao em

O cenário no PSB paraibano é marcado por incertezas, apesar de ter tudo para ser diferente. O partido, que conta com o governador do Estado e possui o maior número de prefeitos, enfrenta muitas ‘interrogações’ em relação às disputas proporcionais para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal. Vários nomes que estão na legenda e são pré-candidatos à Câmara Federal hesitam em continuar no partido. Entre eles, destacam-se o ex-deputado Ricardo Barbosa, o deputado Gervásio Maia e o ex-prefeitável de Campina Grande, Jhony Bezerra.

Enquanto alguns parecem determinados a permanecer, enfrentam questionamentos devido a decisões colegiadas na Justiça ou em Tribunais de Contas. Há ainda aqueles que devem deixar o PSB para buscar reeleições na Assembleia por meio de outras legendas.

Em busca de uma vaga na Câmara Federal e com seu nome em evidência, Jhony Bezerra não esconde que tem recebido convites de outros partidos e mantém as portas abertas. Um desses ‘assédios’ vem do Republicanos, liderado por Hugo Motta e Adriano Galdino. “Estou no PSB e minha prioridade é continuar no PSB. Mas a política também envolve matemática; preciso avaliar a viabilidade da chapa ao final de tudo e se há condições de disputa no PSB”, analisou Jhony.

Ele destacou que o que tem gerado dificuldades são os integrantes do partido que sinalizam a possibilidade de saída a qualquer momento. “Trabalho na perspectiva de que todos fiquem. Se todos permanecerem, estaremos juntos. Contudo, se houver a defecção de algum integrante ou até mesmo a inelegibilidade de outro, precisamos discutir isso”, argumentou o médico em entrevista à Rádio CBN.

Outro elemento a ser considerado no horizonte dos socialistas paraibanos é a perda do controle da gestão estadual. Após oito anos sob a liderança de Ricardo Coutinho e quase sete com João Azevêdo, o PSB entregará a caneta ao grupo Ribeiro, do Progressistas.

Se não houver uma definição rápida sobre a chapa proporcional a ser apresentada em outubro, o partido precisará agir rapidamente, especialmente com João Azevêdo se afastando do Governo para disputar o Senado em abril. O tempo se torna, assim, um adversário para a legenda.

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