
A China voltou a se posicionar contra a invasão estadunidense na Venezuela, ocorrida na madrugada de sábado (3), e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. O governo chinês instou os Estados Unidos a libertá-los “imediatamente” e a cessarem os “esforços para subverter o regime venezuelano”.
“A China expressa sua profunda preocupação com a detenção e expulsão forçada do presidente Maduro e de sua esposa pelos Estados Unidos. Essas ações violam claramente o direito internacional e as normas fundamentais que regem as relações internacionais, bem como os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”, manifestou, em nota, o Ministério das Relações Exteriores chinês.
O país asiático também cobrou garantias de segurança pessoal para Maduro e Flores. Além disso, pede que a questão seja resolvida “por meio do diálogo e da negociação”.
O voo que transportava Nicolás Maduro até os Estados Unidos chegou a Nova York na noite de sábado (3). Segundo o jornal New York Times, o presidente venezuelano está detido na prisão Metropolitan Detention Center, no distrito do Brooklyn.
Posição firme
Logo após o ataque estadunidense, a República Popular da China condenou de forma veemente a ação. Em declaração divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o país asiático classificou a operação como uma violação grave do direito internacional e um atentado à soberania venezuelana.
A resposta chinesa foi dada por um porta-voz da chancelaria durante coletiva de imprensa em Pequim, após questionamento de jornalistas sobre a ofensiva militar.
“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos Estados Unidos contra um Estado soberano e o ataque ao seu presidente”, afirmou o representante do governo chinês.
Ele também declarou que a ação dos Estados Unidos configura um “ato hegemônico” que ameaça a paz e a segurança da América Latina e do Caribe.
Já na primeira manifestação, o governo chinês exortou os Estados Unidos a cessarem as agressões, respeitarem a soberania de outros países e cumprirem os princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas.
Com Brasil de Fato
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