Câmara de Cabedelo marca posse de Evilásio Cavalcanti; cidade terá quarto prefeito desde eleições de 2024

Publicado por: redacao em

A Câmara Municipal de Cabedelo marcou para a próxima segunda-feira (25) a posse do vice-prefeito eleito, Evilásio Cavalcanti. A solenidade está prevista para ocorrer às 19h, após a diplomação da chapa eleita pela Justiça Eleitoral.

A posse de Evilásio Cavalcanti deve representar mais uma mudança no comando político da cidade. O prefeito eleito, Edvaldo Neto, segue impedido de assumir o cargo devido à medida cautelar determinada no âmbito da Operação Cítrico, que apura supostas ligações entre uma facção criminosa e a administração municipal.

Com isso, Evilásio deverá se tornar o quarto nome a ocupar a chefia do Executivo municipal desde as eleições de 2024, quando André Coutinho foi eleito prefeito ao lado da vice-prefeita Camila Holanda. Ambos tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral por irregularidades no processo eleitoral, em investigação que apontou indícios de atuação de facções criminosas.

Após a cassação da chapa, Edvaldo Neto, então presidente da Câmara Municipal, assumiu interinamente a Prefeitura em dezembro de 2025. Posteriormente, venceu a eleição suplementar realizada em 12 de abril deste ano, mas foi afastado dois dias depois por decisão judicial. Desde então, a administração municipal está sob o comando do prefeito interino José Pereira.

Antes da posse, a Justiça Eleitoral realizará também na segunda-feira (25) a diplomação de Edvaldo Neto e Evilásio Cavalcanti. A cerimônia ocorrerá às 17h, no Teatro Santa Catarina, sob condução da juíza da 57ª Zona Eleitoral, Thana Michelle Carneiro Rodrigues.

Embora a chapa seja diplomada, Edvaldo Neto não deverá tomar posse em razão da medida cautelar ainda em vigor, abrindo caminho para que Evilásio Cavalcanti assuma oficialmente a administração municipal.

No mês passado, a juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues decidiu manter a diplomação da chapa vencedora das eleições suplementares, apesar do avanço das investigações relacionadas à Operação Cítrico. Na decisão, a magistrada afirmou que, embora as suspeitas apresentadas sejam graves, ainda não existem elementos probatórios suficientes para adoção de medidas mais severas.

A análise ocorreu no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela defesa do deputado estadual Wallber Virgolino, candidato derrotado na eleição suplementar. Segundo a magistrada, o caso ainda exige aprofundamento das provas.

“Não se revela possível afirmar, com o grau de evidência exigido, a existência de direito incontroverso”, registrou na decisão.

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