
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), após duas semanas internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde tratava um quadro de broncopneumonia bacteriana. Com a saída da unidade de saúde, ele passou a cumprir prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo o médico Brasil Ramos Caiado, integrante da equipe que acompanha o ex-presidente, a evolução clínica foi positiva nos últimos dias. “A evolução foi o que esperávamos: tranquila e sem intercorrências. Houve a transição da medicação para via oral para que continue em casa”, afirmou.
Bolsonaro deixou o hospital pouco antes das 10h, acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. De acordo com o médico, o ex-presidente também apresentou melhora no quadro de soluços e tem se mostrado mais colaborativo com o tratamento.
Apesar da alta, Bolsonaro deverá passar por um novo procedimento cirúrgico. A previsão da equipe médica é que ele realize uma artroscopia no ombro direito no fim de abril, respeitando um intervalo de cerca de quatro semanas após a recuperação da pneumonia.
A decisão de Alexandre de Moraes estabelece que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar por, inicialmente, 90 dias, sob uma série de medidas restritivas.
O ex-presidente deverá usar tornozeleira eletrônica durante todo o período e está proibido de utilizar celulares, redes sociais ou qualquer meio de comunicação, direta ou indireta. Também não poderá gravar ou divulgar vídeos e áudios, nem por intermédio de terceiros.
As visitas estão suspensas, com exceção de familiares diretos, advogados e profissionais de saúde. Filhos como Flávio Bolsonaro poderão visitá-lo em dias e horários determinados, mediante controle das autoridades.
A fiscalização será feita pela Polícia Militar do Distrito Federal, sob coordenação do batalhão onde o ex-presidente estava custodiado. Relatórios semanais deverão ser enviados ao STF, e qualquer descumprimento pode levar à revogação do benefício.
Além disso, está proibida a realização de manifestações em um raio de até um quilômetro da residência.
Impacto Político e Familiar
Nos bastidores, aliados avaliam que o período de isolamento deve alterar a dinâmica política ao redor do ex-presidente. Com restrições de visitas e comunicação, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tende a ganhar protagonismo no dia a dia, concentrando o acesso direto ao ex-presidente.
Já o senador Flávio Bolsonaro mantém agenda fora do país e deve atuar mais à distância, mesmo estando autorizado a visitar o pai.
A prisão domiciliar será reavaliada ao fim do prazo inicial de 90 dias, quando o STF deverá analisar a evolução do quadro de saúde de Bolsonaro e a necessidade de manutenção da medida.
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