Queiroga afirma que Efraim definirá segundo nome ao Senado – Por Nonato Guedes

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O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (PL), pré-candidato ao Senado nas próximas eleições, declarou que não está definido, ainda, o segundo nome da chapa para aquela Casa e que os entendimentos estão sendo feitos no campo da direita conservadora para dar celeridade à preparação para a campanha propriamente dita. De acordo com ele, o senador Efraim Filho, do União Brasil, pré-candidato ao governo do Estado com o apoio do PL, terá papel decisivo na articulação para a escolha do nome com o qual Queiroga fará dobradinha no pleito majoritário. Salientou que Efraim é o líder credenciado para encaminhar a solução, em meio a consultas junto a líderes políticos que seguem sua orientação, mas evitou cogitar nomes, muito menos dar “spoiller” sobre perfis do provável postulante.

O segundo nome senatorial do bloco de direita no Estado poderá emergir do Partido Novo, que é alinhado com o bolsonarismo e que tem o procurador e pastor Sérgio Queiroz como expoente, tendo alcançado expressiva votação em João Pessoa ao concorrer a esse posto nas eleições de 2022. De lá para cá, Sérgio Queiroz, que é reconhecido pela sua facilidade de exposição de temas e pela abordagem profunda de assuntos nacionais e estaduais, fez outra incursão no terreno político-eleitoral, aceitando ser candidato a vice-prefeito de Marcelo Queiroga em 2024 em João Pessoa.

A chapa surpreendeu os meios políticos ao avançar para o segundo turno da disputa contra o prefeito Cícero Lucena, então PP, que cravou nas urnas a sua recondução. Queiroga desbancou nomes carimbados como o do deputado federal Ruy Carneiro, do Podemos, e o deputado estadual Luciano Cartaxo, que há pouco havia encerrado dois mandatos à frente da prefeitura da Capital. Mas esbarrou no prestígio de Cícero junto aos eleitores. Ultimamente, o pastor Sérgio Queiroz, em manifestação nas suas redes sociais, deixou transparecer inapetência para voltar a disputar mandatos eletivos. Fala-se numa possível pretensão do ex-deputado Major Fábio em relação à vaga. De resto, a corrida senatorial deste ano na Paraíba prenuncia-se bem competitiva, sobretudo, entre três nomes – o do governador João Azevêdo (PSB), que chegou a liderar pesquisas de intenção de voto com folga, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que tenta a reeleição, e o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, do Republicanos, pai do deputado Hugo Motta, presidente da Câmara Federal. Apesar de ter figurado em levantamentos em último lugar, com percentuais oscilantes, Nabor Wanderley passou a atuar como uma espécie de “trator” nesta fase de pré-campanha, de tal modo que já atraiu críticas e denúncias do senador Veneziano Vital do Rêgo por, supostamente, tentar desequilibrar a disputa democrática. Marcelo Queiroga também é listado como “azarão”, havendo dúvidas sobre se terá performance próxima da que o catapultou ao segundo turno na Capital, embora sem a vitória nas mãos.

O senador Efraim Filho tem se apresentado ao eleitorado paraibano como pré-candidato bolsonarista ao governo, assumindo identidade com as pautas da direita conservadora e do setor produtivo e radicalizando nas críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, antes do cumprimento da sua prisão, havia externado seu aval à candidatura de Efraim Filho e a bênção foi dada, pessoalmente, em João Pessoa, durante evento, pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher Nacional, que já esteve cogitada como opção para concorrer à Presidência da República mas acabou atropelada pelo marido, que ungiu o filho, senador Flávio Bolsonaro, para representar o “clã”. Teoricamente, Efraim estaria alinhado com a pré-candidatura de Flávio, mas o parlamentar aparenta estar refletindo sobre outras possibilidades que podem se abrir no campo da direita conservadora. Seja como for, o senador paraibano procura manter coerência para resguardar sua trajetória política.

A pré-campanha do senador Efraim Filho ao governo do Estado tem enfrentado alguns percalços, a exemplo da indefinição sobre o comando da Federação União Progressista, em que apostou todas as fichas e continua apostando. Ele trava uma queda-de-braço com o PP, comandado pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro, tio do vice-governador Lucas Ribeiro, pré-candidato ao Executivo. Além do mais, a perspectiva de anúncio do apoio do ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD) e demais expoentes do “clã” à pré-candidatura do prefeito Cícero Lucena pode enfraquecer a capilaridade de Efraim em Campina Grande, segundo colégio eleitoral da Paraíba, embora ele deva manter o apoio do prefeito Bruno Cunha Lima, do União Brasil, à sua postulação. O senador não entrega os pontos, já demonstrou obstinação e capacidade estratégica. Bem como ousadia, e repete que é bom de derrotar governo, numa orquestração calculada para sustentar o ânimo dos correligionários e apoiadores. Por esses atributos não é subestimado pelos rivais. Mas, por enquanto, a atração do apoio do PL é o grande reforço que ele exibe nos seus trunfos para a competição majoritária. Seu foco continua sendo o de figurar no segundo turno da disputa ao Palácio dos Despachos.

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