Presidente do instituto que mais acertou no 1º turno vê Flávio favorito, mas descarta ‘já ganhou’

Publicado por: redacao em

Gabriel Pazos, presidente do instituto Gerp Mercadologia, avalia que o senador Flávio Bolsonaro (PL) chega como favorito ao segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), mas ressalta que a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece aberta. Em entrevista à CNN, o especialista afirmou que a vantagem apontada pelas pesquisas não significa que o candidato do PL já tenha a vitória garantida.

Segundo Pazos, o levantamento mais recente da Gerp indica Flávio com 53% das intenções de voto, contra 47% de Lula. Apesar da diferença, ele considera que o cenário ainda é de equilíbrio e que os eleitores indecisos podem ter papel decisivo no resultado.

“Ele é o favorito, mas não é ‘pule de dez’ que vai vencer”, afirmou, ao destacar que, embora as pesquisas citadas indiquem vantagem para Flávio, o resultado das urnas ainda não está definido.

Pazos também lembrou o desempenho da Gerp no primeiro turno. Na véspera da votação, o instituto apontou 46% para Flávio e 44% para Lula. O resultado oficial foi de 47% a 45%, respectivamente, segundo os números apresentados na entrevista.

Economia e segurança pública no centro da disputa

Na avaliação do presidente da Gerp, a economia é o principal fator que influencia a decisão do eleitor neste segundo turno. Ele argumenta que o aumento do custo de vida tem pesado na avaliação do governo e favorecido o candidato do PL.

Pazos também apontou a violência como um dos temas relevantes da campanha, mas afirmou que o impacto direto dos preços dos alimentos, dos serviços e das despesas familiares tende a influenciar de maneira mais constante a percepção da população.

O especialista avaliou ainda que existe uma onda de conservadorismo no país e considerou que a imagem de Lula enfrenta desgaste. Essas avaliações foram apresentadas por ele como fatores que ajudam a explicar o posicionamento atual dos candidatos nas pesquisas.

Eleitores de candidatos derrotados podem decidir o resultado

Para Pazos, a principal incógnita está no comportamento dos eleitores que votaram em candidatos derrotados no primeiro turno. Segundo ele, as duas campanhas têm encontrado dificuldades para conquistar esse segmento, que reúne indecisos e eleitores ainda sem posição definitiva.

Na avaliação do presidente da Gerp, os eleitores de Romeu Zema e Ronaldo Caiado demonstram maior inclinação a Flávio Bolsonaro. Já os que votaram em Augusto Cury e Renan Santos estariam mais divididos entre os dois candidatos.

Pazos ressaltou, contudo, que parte desse eleitorado só deve definir o voto na reta final da campanha. Por isso, considera que a capacidade de convencimento dos candidatos nos últimos dias será determinante.

Pacote de medidas do governo teve impacto limitado, diz especialista

Questionado sobre os fatores que ainda podem favorecer Lula, Pazos afirmou que o presidente dispõe da estrutura do governo, mas avaliou que as medidas adotadas pela administração federal não foram suficientes para alterar significativamente o cenário eleitoral.

Na estimativa apresentada pelo presidente da Gerp, o chamado pacote de benefícios do governo teria produzido um impacto de aproximadamente dois pontos percentuais na disputa.

Apesar da vantagem atribuída a Flávio, Pazos afirmou não identificar, até o momento, um fator capaz de garantir a vitória de qualquer um dos candidatos. Para ele, a campanha nas ruas e a conquista dos eleitores que ainda não decidiram o voto serão fundamentais até domingo.

*Os percentuais e as avaliações apresentados nesta reportagem são atribuídos a Gabriel Pazos e ao levantamento citado na entrevista. A condição de favorito não representa garantia de vitória, e o resultado dependerá da votação efetiva nas urnAs.

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