“Paredões” na orla de João Pessoa geram queixas e dificultam treinos dos praticantes de corrida: “é um inferno, virou ponto sem lei”

Publicado por: redacao em

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Correr na orla de João Pessoa sempre foi sinônimo de qualidade de vida, paisagem privilegiada e convivência. Mas, nos últimos meses, uma prática tem gerado incômodo crescente entre frequentadores: os chamados “paredões”, grupos que ocupam toda a largura da via e dificultam a passagem de outras pessoas.

A prática, comum entre grupos de caminhada e assessorias esportivas, tem sido alvo de críticas, segundo relatos de corredores, que apontam prejuízos ao treino e recorrentes situações de conflito.

“Estava correndo com minha irmã quando veio um paredão de senhores caminhando em Manaíra. Ela alertou: ‘olha o paredão’. Um deles respondeu: ‘paredão, o c*ralho!’ e outro completou: ‘vá correr na praia’!”, relatou uma frequentadora.

Além do desconforto, há também preocupação com a segurança. Com a via bloqueada, corredores precisam desviar bruscamente, o que aumenta o risco de acidentes.

“O que mais me irrita é o paredão de caminhada. A calçada inteira lá sem ninguém, e a gente tendo que se articular pra conseguir passar. Cadê o senso de coletivo? É triste”, desabafa outro praticante.

O aumento no número de grupos organizados, as assessorias, também é citado como fator que contribui para o problema.

“Eu perdi totalmente a vontade de correr na orla. Hoje fico no Parque das Três Ruas. Esse boom de assessorias e das fotos acabou com o prazer de se exercitar. Amava correr em Cabo Branco, mas hoje é um inferno”, afirma um corredor. “Turma da caminhada que faz paredão, alunos de assessorias que não estão nem aí se vão bater em você, ciclistas grossos que xingam… A orla virou ponto sem lei”, relata outro.

Em dias de maior movimento, a situação se intensifica. “Hoje a orla estava lotada e presenciei vários paredões ao longo do caminho. Isso dificulta demais o treino, tendo que desviar o tempo todo”, disse outro frequentador.

Apesar das queixas, a proposta de quem utiliza o espaço não é acabar com os treinos em grupo, mas sim promover mais organização e respeito coletivo. Pequenas atitudes, como evitar ocupar toda a largura da via e facilitar a passagem, já podem melhorar a convivência.

A orla segue sendo um dos principais pontos de prática esportiva da capital, mas o desafio agora é garantir que o espaço continue sendo de todos.

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